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O Pix se estabeleceu como infraestrutura essencial, pressionando margens, mas também abrindo espaço para novos serviços e experiências mais integradas.

Henrique Lucas

CEO

Fatos Relevantes de 2025

  1. Avanço da racionalização do mercado: 2025 marcou um movimento claro de ajuste de expectativas, com foco em eficiência, rentabilidade e sustentabilidade dos negócios, especialmente entre fintechs e players digitais.
  2. Evolução regulatória mais presente: Houve maior protagonismo do regulador na busca por equilíbrio competitivo, com a presença de ferramentas como o Open Finance, voltado à redução das assimetrias de informações com normas voltadas à transparência, concorrência e proteção do consumidor, impactando diretamente modelos consolidados e ajustes regulatórios como forma de equilibrar.
  3. Consolidação do Pix e amadurecimento dos meios digitais: O Pix se estabeleceu como infraestrutura essencial, pressionando margens, mas também abrindo espaço para novos serviços, modelos híbridos e experiências mais integradas, como o Pix Automático.

A Cateno em 2025/26

2025 foi um ano de consolidação e retomada do crescimento com foco em melhoria na experiência do nosso cliente. Observamos avanços relevantes na plataforma operacional, maior sofisticação dos modelos de negócio e uma busca mais clara por rentabilidade sustentável. Também foi um período de ajustes, com empresas revisitando portfólios, priorizando projetos com retorno claro e fortalecendo governança.

Para 2026, a expectativa é de um mercado mais equilibrado e racional. O foco deve estar em crescimento e na busca pela principalidade do cliente, inovação aplicada a problemas reais e maior integração entre tecnologia, regulação e experiência do cliente. A tendência é de mais valor agregado nas soluções oferecidas.

Assimetria Regulatória

Apesar dos avanços recentes, bancos e fintechs ainda não operam sob condições plenamente equivalentes do ponto de vista regulatório e tributário. Existem diferenças relevantes em exigências de capital, obrigações fiscais e tributárias e responsabilidades regulatórias, gestão de risco e compliance, principalmente nos requisitos regulatórios obrigatórios.

Para um ambiente mais equilibrado, é importante que a regulação avance no princípio de “mesmas atividades, mesmas regras”, respeitando o porte e o risco de cada instituição, mas evitando distorções que favoreçam ou penalizem modelos específicos. O desafio é estimular uma concorrência saudável sem comprometer a estabilidade do sistema, garantindo condições equitativas de competição, proporcionais ao nível de risco assumido por cada player.

Cartões para a Alta Renda

Nos últimos dois anos, o avanço dos cartões de alta renda não foi apenas uma aposta em “benefícios visíveis”, mas uma decisão econômica racional das instituições. Esses cartões não nascem para ser o principal gerador de margem, e sim um produto complementar, usado como contrapartida às receitas capturadas em outras frentes do mesmo cliente.

Inteligência Artificial

A IA ainda é subutilizada em diversas frentes estratégicas. Além da eficiência operacional, há grande potencial em áreas como:

  • Gestão de risco e prevenção a fraudes em tempo real, com modelos mais adaptativos;
  • Personalização da experiência do cliente, indo além de ofertas genéricas;
  • Precificação dinâmica e gestão de portfólio, ajustando produtos ao comportamento real de uso;
  • Suporte à tomada de decisão executiva, com análises preditivas
    mais sofisticadas.

O diferencial competitivo estará menos na adoção da tecnologia e mais na capacidade de integrá-la ao negócio de forma ética, segura e escalável.

Cartões de Benefícios

O Decreto nº 12.712/25 representa uma modernização do modelo de benefícios, ao realinhar incentivos ao longo da cadeia. As novas regras reduzem distorções de custo, tornando a formação de preços mais transparente e eficiente. Com isso, há maior concorrência por eficiência operacional, e não por práticas comerciais indiretas. Os estabelecimentos e credenciadoras operam com mais equilíbrio econômico, reduzindo repasses de custo. As empresas contratantes ganham previsibilidade e menor risco regulatório.
Ao final, o principal beneficiado é o usuário, que passa a ter maior poder de compra real e melhor uso do benefício.

Open Finance

O Open Finance é uma ferramenta-chave para ampliar engajamento e principalidade, ao permitir ofertas mais contextualizadas, personalizadas e integradas à realidade financeira do cliente.

Hoje, estamos em torno de 4 a 5 numa escala de 0 a 10 em termos de uso do seu potencial. O avanço pleno depende de maior educação do consumidor, maturidade dos modelos de negócio e casos de uso claros que gerem valor percebido. Um uso mais completo deve acontecer de forma gradual ao longo dos próximos 3 a 5 anos.

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