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Os últimos dados divulgados pela Abecs mostram que houve um aumento de 15% no uso do cartão de crédito, frente a uma média histórica de 10%.

Giancarlo Greco

CEO

Fatos Relevantes de 2025

O crescimento nas transações de cartão de crédito, mais uma vez, impressionou. Os últimos dados divulgados pela Abecs, referentes ao terceiro trimestre, mostram que houve um aumento de 15% no uso do cartão de crédito, frente a uma média histórica de 10%.

As discussões sobre o novo trilho de voucher para cartões de benefícios movimentaram grande parte da indústria em 2025. Partindo da necessidade de se criar um trilho específico para as operações de vale-refeição, vale-alimentação e vale-cultura em cartões com bandeiras abertas, o setor se mobilizou para desenvolver um sistema apartado, não integrante do SPB, autorregulado e com regras para garantir a destinação correta dos programas de benefícios ao trabalhador.

Por último, destacaria o foco dos emissores e bandeiras no enriquecimento da proposta de valor dos produtos de alta renda. Ao longo do ano, vimos uma série de novos cartões, parcerias e campanhas com foco nesse público, o que mostra a importância que o setor tem dado em formas de fidelizar esse cliente.

A Elo em 2025/26

O ano de 2025 foi muito importante para a consolidação da base estrutural da Elo para o futuro. Um exemplo é a implementação de uma nova plataforma transacional. Com ela, migramos a nossa infraestrutura de pagamentos para a nuvem, ampliando a nossa capacidade operacional, com mais flexibilidade e escalabilidade. Além da enorme otimização nos custos, isso trouxe mecanismos de correção e recuperação praticamente instantâneos, garantindo a integridade das transações. Mas, principalmente, a flexibilidade para criar produtos e soluções com rapidez.

Também foi um ano importante em relação à diversificação de negócios. Lançamos uma plataforma de tokenização de créditos de carbono – a Elo Eco. Basicamente, replicamos nossa expertise de unir compradores e vendedores para um mercado relativamente novo, trazendo a mesma robustez do setor de pagamentos para operações de compra e venda de créditos de carbono.

O ano de 2025 também foi marcado pela implementação do trilho voucher e a Elo, que foi a primeira empresa a lançar um arranjo aberto específico para benefícios, ainda em 2022, também foi pioneira em implementar o novo trilho, através do cartão Elo Voucher.

Na frente de marca, demos continuidade ao nosso reposicionamento iniciado em 2023, de ser “o cartão do brasileiro” e consolidado em 2024, com o maior rebranding da história da companhia. Em 2025, unimos personagens nacionais que representam a excelência do Brasil, como João Carlos Martins, Sasha Meneghel e sua marca Mondepars, Bela Gil e nosso embaixador há mais de 2 anos, o jovem Miguelzinho do Cavaco. Com eles, criamos o mote “o que é daqui, vale muito”, exatamente para valorizar o que o país tem de melhor.

Incrementamos a proposta de valor dos produtos, trazendo uma série de novos benefícios e vantagens para os portadores. Entre eles, transfer gratuito para aeroportos e rodoviárias para portadores de cartão Elo Grafite e parcerias com diversas marcas e estabelecimentos comerciais, como Mondepars, Bar dos Arcos, Hotel Fera. Também patrocinamos shows e festivais, tais como a turnê de 60 anos de carreira da Maria Bethânia, sempre com vantagens para os portadores (pré-vendas, descontos e/ou parcelamento exclusivo).

Por último, ressalto que concretizamos testes importantes em novas soluções com altíssimo potencial. Entre elas, destaco um teste importante ocorreu em parceria com a Tecban e 4CashPay para a realização de pagamentos com biometria, apenas com a palma da mão. Também testamos, com a CAIXA, uma tecnologia com blockchain para pagamento offline, que tem potencial para melhorar a utilização de benefícios sociais em regiões sem conectividade no país.

Para 2026, nossa expectativa é de um ano bastante focado em ações de uso e recorrência dos cartões, lançamento de novos produtos e um grande esforço na diversificação de receitas para soluções além do core business.

Cartões para a Alta Renda

O público de alta está cada vez mais exigente por experiências diferenciadas e serviço personalizado. E o mercado entendeu que não pode ficar parado, pois esse é o público de maior rentabilidade para os portfólios de emissores, já que possui maior spending. O contexto amplia a competição por soluções capazes de reter e aprofundar o relacionamento com clientes de alta renda.

Olhando para frente, a tendência é de continuidade no desenvolvimento de benefícios diferenciados, de modo que o mercado fique menos comoditizado, mas ajustes devem acontecer com base nos dados de uso e rentabilidade.

Inteligência Artificial

A inteligência artificial já é muito utilizada no setor, principalmente em modelos de prevenção a fraudes e avaliação de risco. Apesar desses avanços, ainda há áreas em que a tecnologia não é aproveitada em todo o seu potencial. Um dos exemplos mais promissores é o uso de agentes de IA capazes de realizar compras inteiras para o consumidor. Esse modelo deve ganhar força nesse ano e tem potencial para transformar a experiência de pagamento. O Brasil reúne condições favoráveis para liderar essa tendência no mundo, graças ao ambiente de Open Finance, à alta taxa de tokenização e à forte digitalização da população.

Além disso, o setor ainda explora pouco a personalização avançada da jornada do consumidor. Existem iniciativas pontuais, mas a IA pode ir muito além e combinar comportamento, contexto e dados transacionais para oferecer recomendações mais relevantes e até antecipar necessidades. Também há oportunidades no lado da aceitação, com análises mais sofisticadas para apoiar lojistas, aprimorar a experiência no varejo físico e identificar padrões de compra de forma mais eficiente.

Embora o foco atual ainda esteja em eficiência operacional, o próximo grande passo competitivo será colocar a IA no centro da experiência de compra. A evolução dos agentes de IA deve marcar essa virada ao tornar o processo de escolher, comparar e finalizar compras muito mais inteligente, simples e integrado.

Open Finance

Diria que o Brasil está em um patamar de nota 6. Estamos muito a frente da maior parte do mundo e o engajamento da população vem aumentando de forma significativa. Se no início do ano havia mais de 60 milhões de consentimentos ativos, vimos esse número mais do que dobrar até dezembro. Falando em número de pessoas e empresas, já estamos próximos de 100 milhões.

Por outro lado, ainda há muitas oportunidades pensando na hiperpersonalização de jornada para os clientes. A boa notícia é que esse processo deve ser acelerado pelos investimentos em inteligência artificial.

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