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Acesso a Clientes

O crescimento resiliente do mercado de cartões mostrou que a proposta de valor e os benefícios seguem atrativos mesmo diante de produtos substitutos e medidas de combate à inflação.

Pedro Bramont

Diretor de Meios de Pagamento

Fatos Relevantes de 2025

  1. Crescimento resiliente do mercado de cartões, mesmo com tantos produtos substitutos e medidas de combate à inflação. A proposta de valor e os benefícios inerentes a cartões se mostraram ainda bastante atrativos para diversos segmentos de clientes e ecossistemas.
  1. Evolução da Agenda Pix, com destaque ao Pix Automático, MED e início do Pix por Aproximação. Pix Automático irá aumentar o avanço do Pix em outros serviços tradicionais de recebimento, como boletos, adquirência e débito automático. E o Pix por Aproximação vai integrar Pix às carteiras digitais e resolver uma das últimas fronteiras na experiência do usuário.
  1. Primeiros projetos e pilotos envolvendo Agentic Commerce. Pessoas, empresas e governos perceberam o potencial desse tema, e há um ambiente favorável.

O Banco do Brasil em 2025/26

Em 2025, tivemos um ano muito positivo, com lançamentos de produtos e funcionalidades, crescimento importante na base de clientes, acompanhado de diversas melhorias na experiência oferecida. Alcançamos meses recordes de faturamento, melhorias significativas nas autorizações (líquidas de fraudes) e maior presença da nossa marca em eventos e espaços relevantes.

Em 2026, vamos focar nossas atenções para (i) segmentos jovens, alta renda e pequenas/médias empresas, (ii) gerir com ainda mais inteligência o risco de crédito, (iii) experimentar as fronteiras e integrações entre os diversos meios de pagamento existentes, (iv) explorar as potencialidades de tecnologias digitais relevantes emergentes, como Agentic Commerce e outros serviços de Inteligência Artificial e (v) fortalecer nossa presença em ecossistemas e territórios nos quais o cartão ainda é o meio de pagamento protagonista.

Assimetria Regulatória

Não vou entrar no mérito de assimetrias. Mas, sim, de priorização nos esforços de supervisão e regulação. Vejo espaço para evoluirmos neste ponto. Ou seja: que os órgãos reguladores e legisladores aprimorem, ainda mais, seu foco exclusivamente na higidez do sistema e permitam que o próprio mercado se regule em termos de questões de experiência do usuário e questões mais de natureza tática/mercadológica. Em 2025, tivemos conversas muito proveitosas com órgãos reguladores e sociedade civil organizada, sempre nesse sentido.

Cartões para a Alta Renda

Acredito que a tendência veio para ficar e vai se intensificar. Observo fenômeno semelhante em outras geografias, independentemente do nível de desenvolvimento econômico ou nível de evolução do sistema bancário. Compras de maior valor, compras internacionais e gastos com viagens, por exemplo, ainda são amplamente protagonizadas por cartões, e são categorias de forte correlação com clientes de maior renda. Veja casos de países tão diversos como Estados Unidos, Inglaterra e Índia, por exemplo.

Inteligência Artificial

Para mim, o próximo grande passo em IA é na interface com o cliente final, especialmente no processo guiado de compra, contratação de serviço e concierge. Seria muito mais fácil e rápido, por exemplo, planejar/contratar/pagar uma viagem completa (destino, passagem, hospedagem, programação etc.) usando apenas uma aplicação. Para isso, é necessário embarcar os meios de pagamento nos aplicativos populares de Gen AI usados para tarefas cotidianas, além da preparação dos estabelecimentos comerciais para a era do Agentic Commerce. Há diversos outros usos potenciais, mas foco neste pelo potencial de experiência e pela escalabilidade para outras atividades e tarefas.

Open Finance

Entendo que o sistema bancário nacional já tinha um compartilhamento de informações muito avançado. Para a pessoa física, em termos de experiência, vejo muito valor nas soluções de extrato multibanco, agregador de investimentos e comparações entre taxas e tarifas. Para empresas, vejo espaço para evolução, mas entendo que os bancos ainda preferem fazer um processo proprietário de análise da saúde financeira. Entendo que o foco deve ser em extrair o máximo de valor dos casos de uso já implementados, e não em acelerar ou expandir adoção a qualquer custo.

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