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Aumento de CSLL para financeiras e fintechs: Tudo isto vai provocar uma onda de fusões e aquisições de SCD’s e IP’s, encerramento de alguns negócios e uma corrida das empresas para se regularizar perante o BC.

Celio Lopes

Diretor de Serviços Financeiros

Fatos Relevantes de 2025

  1. Mudanças regulatórias promovidas pelo Banco Central e pelo CMN em relação às fintechs e também no pagamento de benefícios vinculados ao PAT.
  1. Ampliação do uso de inteligência artificial na gestão de crédito, atendimento a clientes, simplificação e eliminação de processos, entre outros, gerando melhores resultados financeiros e melhorando a experiência dos clientes.
  1. Fraudes cibernéticas no ambiente do Pix, que geraram perdas milionárias a algumas empresas do setor de meios de pagamento.

O Grupo Pão de Açúcar em 2025/26

Em serviços financeiros, demos continuidade à geração de caixa e crescimento de vendas, aumentando a participação dos serviços financeiros próprios nas vendas e nos resultados da companhia. Vendemos a nossa participação acionária na Financeira Itaú CBD (FIC), pendente de aprovação pelo Banco Central, que gera um caixa importante para a companhia e permite a negociação de novos arranjos com bancos, financeiras e seguradoras para os canais físico e digital do Pão de Açúcar e Extra a partir de 2026.

Assimetria Regulatória

Na minha opinião, não operam e não devem operar em condições equivalentes do ponto de vista regulatório e tributário.

Entendo que os ajustes promovidos recentemente pelo Banco Central com relação à governança, relação capital x patrimônio e condições mínimas para poder operar de acordo com as condições regulatórias foram bem estruturados e na medida certa. Melhora a governança, dificulta fraudes e lavagem de dinheiro, aumentando a responsabilidade das menores instituições financeiras.

Haverá um aumento de custos de governança e regulatório, além do capital mínimo mais elevado.

Além da regulação pelo Bacen, houve um aumento de CSLL para financeiras e fintechs.

Tudo isto vai provocar uma onda de fusões e aquisições de SCD’s e IP’s, encerramento de alguns negócios e uma corrida das empresas para se regularizar perante o Bacen.

Um futuro aperfeiçoamento poderá ser uma maior aproximação regulatória e tributária de fintechs que superem determinado patamar de faturamento em relação às obrigações de grandes instituições financeiras.

Precisamos nos conscientizar que o Brasil é referência mundial em meios de pagamento (Pix, por exemplo) e concessão de crédito (BNPL, por exemplo) e o Banco Central foi primordial no desenvolvimento do país nesta frente.

Cartões para a Alta Renda

Este boom se justifica pela maior rentabilidade destes cartões, ao mesmo tempo em que geram melhores experiências aos clientes.

Algumas variantes premium de cartões de crédito se tornaram comuns, gerando, por exemplo, salas VIP lotadas. Alguns programas de relacionamento diminuíram a concessão de pontos/cashback para melhorar a rentabilidade.

Alguns emissores também dificultaram a isenção de anuidade.

Ao mesmo tempo, recentemente foram lançados cartões “ultra-VIPs” com benefícios incríveis para clientes de altíssima renda.

Entendo que ainda veremos uma intensificação deste movimento.

Inteligência Artificial

A IA está deixando de ser novidade e sendo cada vez mais utilizada de forma prática.

Em meios de pagamento ela tende a ser utilizada de forma invisível para os clientes. Deve influenciar cada vez mais na escolha do meio de pagamento e na escolha do crédito mais adequado a suas necessidades de curto a médio prazo.

IA pode influenciar cada vez mais a vida financeira dos clientes, neste caso com forte peso do Open Finance. As empresas do setor devem seguir melhorando seus modelos para serem cada vez mais parceiras de seus clientes, com ofertas cada vez mais adequadas com preços cada vez mais adequados.

Cartões de Benefícios

Os clientes serão os grandes ganhadores, com serviços mais flexíveis, maior rede de aceitação e possivelmente maiores benefícios.

As empresas tradicionais de benefícios precisarão se adaptar à mudança regulatória. A rede de aceitação deixa de ser um ativo destas empresas. A rentabilidade será bastante pressionada.

As novas empresas de benefícios poderão ser beneficiadas por terem o modelo de negócio e operacional semelhantes à nova regulação.

Há mais de 300 empresas de benefícios espalhadas pelo país e deveremos ter novos entrantes, em especial varejistas do setor alimentar e algumas fintechs.

Benefícios serão a base para as empresas fazerem cross-selling, ofertando serviços adicionais para os clientes.

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