{"id":41,"date":"2026-02-10T18:39:36","date_gmt":"2026-02-10T21:39:36","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/daniel-oliveira\/"},"modified":"2026-02-25T13:06:38","modified_gmt":"2026-02-25T16:06:38","slug":"daniel-oliveira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/daniel-oliveira\/","title":{"rendered":"Daniel Oliveira"},"content":{"rendered":"<p class=\"Sondagem-Titulo\">Fatos Relevantes de 2025<\/p>\n<div class=\"Basic-Text-Frame\">\n<p>Em 2025, o mercado de Meios Eletr\u00f4nicos de Pagamento foi fortemente impactado pela intensifica\u00e7\u00e3o de ataques hackers e incidentes de seguran\u00e7a envolvendo diferentes elos do ecossistema financeiro. Segundo levantamento da ISH Tecnologia, o setor foi o principal alvo de cibercriminosos no Brasil, concentrando 20,18% de todos os ataques registrados no primeiro trimestre. Entre janeiro e mar\u00e7o, foram mais de 132 mil tentativas de invas\u00e3o, o que equivale a mais de duas por minuto. Esse aumento da frequ\u00eancia e da sofistica\u00e7\u00e3o das ofensivas, direcionadas tanto a institui\u00e7\u00f5es financeiras quanto a provedores de tecnologia e infraestrutura, colocou a ciberseguran\u00e7a no centro da agenda estrat\u00e9gica do setor. Como resposta, houve uma acelera\u00e7\u00e3o relevante de <span class=\"negrito\">investimentos em prote\u00e7\u00e3o de ambientes cr\u00edticos<\/span>, monitoramento cont\u00ednuo, autentica\u00e7\u00e3o forte e uso de intelig\u00eancia artificial para detec\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o de fraudes, al\u00e9m de maior integra\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas de tecnologia, risco e neg\u00f3cios. A seguran\u00e7a deixou de ser um tema reativo e passou a ser tratada como um fator essencial de resili\u00eancia e continuidade operacional.<\/p>\n<p>Outro destaque do ano foi o <span class=\"negrito\">avan\u00e7o do arcabou\u00e7o regulat\u00f3rio para modelos de Banking as a Service<\/span>, impulsionado justamente pela necessidade de maior governan\u00e7a em um ambiente cada vez mais distribu\u00eddo e interconectado. Em novembro, o Banco Central e o Conselho Monet\u00e1rio Nacional publicaram a regulamenta\u00e7\u00e3o oficial do BaaS, definindo responsabilidades entre institui\u00e7\u00f5es licenciadas e parceiros tecnol\u00f3gicos, al\u00e9m de regras de gerenciamento de riscos, controles internos e requisitos de seguran\u00e7a. Essa regula\u00e7\u00e3o cria bases mais s\u00f3lidas jur\u00eddicas. O movimento reorganiza um setor que at\u00e9 ent\u00e3o funcionava de forma difusa.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m <span class=\"negrito\">vimos o Pix completar seu quinto ano de exist\u00eancia<\/span>. Ele, que j\u00e1 vinha se consolidando como um dos principais meios de pagamento no Brasil, alcan\u00e7ou a marca de R$ 30 trilh\u00f5es transacionados no ano, segundo o Banco Central. Desde seu lan\u00e7amento em 2020, j\u00e1 foram transferidos o equivalente a 6,4 vezes o PIB brasileiro. Novos recursos, como o Pix Autom\u00e1tico, ampliaram casos de uso e refor\u00e7aram sua centralidade na economia digital. A robustez e a escala da infraestrutura brasileira passaram a ser observadas por outros pa\u00edses da regi\u00e3o como benchmark em pagamentos instant\u00e2neos, interoperabilidade e inclus\u00e3o financeira, posicionando o Brasil como um dos principais polos de inova\u00e7\u00e3o em pagamentos na Am\u00e9rica Latina. Seguran\u00e7a do Pix tamb\u00e9m virou um tema central para todas as institui\u00e7\u00f5es conectadas ao Banco Central.<\/p>\n<p>Com esses marcos, pode-se afirmar que <span class=\"negrito\">2025 representou o ano de amadurecimento estrutural para o mercado de pagamentos<\/span>. A seguran\u00e7a consolidou-se como pilar estrat\u00e9gico, a regula\u00e7\u00e3o surgiu como catalisadora de confian\u00e7a, e a inova\u00e7\u00e3o reafirmou-se como motor de competitividade e inclus\u00e3o. Esse trip\u00e9 posiciona o mercado em um novo patamar, no qual o futuro dos pagamentos ser\u00e1 definido pela capacidade de equilibrar essas tr\u00eas dimens\u00f5es de forma sustent\u00e1vel e integrada.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">A Evertec Brasil em 2025\/26<\/p>\n<p>Foi um ano de consolida\u00e7\u00e3o, crescimento consistente e evolu\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para a Evertec. No terceiro trimestre, reportamos um crescimento de 6% no EBITDA e 8% da receita em rela\u00e7\u00e3o ao 3T24. Na Am\u00e9rica Latina, o avan\u00e7o de 19%, impulsionado principalmente pela opera\u00e7\u00e3o brasileira, refor\u00e7a o Brasil como um dos principais pilares estrat\u00e9gicos do grupo e um mercado central para nossa expans\u00e3o regional.<\/p>\n<p>Mantivemos um ritmo robusto e disciplinado de investimentos, com mais de R$ 30 milh\u00f5es destinados \u00e0 pesquisa e desenvolvimento no Brasil para acelerar a aplica\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia artificial, al\u00e9m de aproximadamente US$ 90 milh\u00f5es em capex [proje\u00e7\u00e3o de investimentos] voltados \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o de plataformas, efici\u00eancia operacional e evolu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua das solu\u00e7\u00f5es oferecidas aos clientes.<\/p>\n<p>O ano tamb\u00e9m foi marcado por movimentos estruturantes de crescimento inorg\u00e2nico. Em outubro, conclu\u00edmos a aquisi\u00e7\u00e3o de 75% da Tecnobank, empresa especializada em solu\u00e7\u00f5es de registro digital de contratos de financiamento de ve\u00edculos e servi\u00e7os associados ao cr\u00e9dito automotivo. A opera\u00e7\u00e3o amplia nossa atua\u00e7\u00e3o em um segmento adjacente e altamente estrat\u00e9gico ao nosso core de tecnologia financeira, adicionando capacidades relevantes em infraestrutura, efici\u00eancia e compliance ao ecossistema da Evertec. Trata-se da terceira aquisi\u00e7\u00e3o da nossa empresa no Brasil que, somada \u00e0s anteriores, representa um investimento superior a R$ 3,4 bilh\u00f5es em M&amp;A no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Outro marco importante foi a conclus\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o da Sinqia sob a marca Evertec Brasil. Mais do que um rebranding, foi uma estrat\u00e9gia de integra\u00e7\u00e3o global que nos permite acelerar sinergias, integrar compet\u00eancias e simplificar a experi\u00eancia dos clientes. Operar com uma marca \u00fanica refor\u00e7a nosso posicionamento como uma das plataformas de tecnologia financeira mais completas da Am\u00e9rica Latina e Caribe, apoiando a transforma\u00e7\u00e3o do sistema financeiro em um ambiente cada vez mais digital e din\u00e2mico.<\/p>\n<p>Para 2026, seguimos focados em aprofundar nossa lideran\u00e7a em meios de pagamento eletr\u00f4nicos, ampliar o uso estrat\u00e9gico de intelig\u00eancia artificial em produtos e opera\u00e7\u00f5es, capturar as sinergias das integra\u00e7\u00f5es recentes e continuar entregando valor sustent\u00e1vel aos nossos clientes, com disciplina financeira e vis\u00e3o de longo prazo.<\/p>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">Assimetria Regulat\u00f3ria<\/p>\n<p>Embora tenha havido avan\u00e7os importantes nos \u00faltimos anos, institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias tradicionais ainda operam sob um arcabou\u00e7o regulat\u00f3rio e fiscal historicamente mais exigente, com elevados requisitos de capital, compliance, governan\u00e7a e recolhimento de tributos. J\u00e1 fintechs e novos entrantes, especialmente aqueles estruturados como institui\u00e7\u00f5es de pagamento ou que operam por meio de parcerias, atuam em um ambiente regulat\u00f3rio mais flex\u00edvel, o que favoreceu a inova\u00e7\u00e3o e o surgimento de novos modelos de neg\u00f3cio. Em 2025, por exemplo, o Banco Central registrava mais de 1.200 institui\u00e7\u00f5es de pagamento e fintechs autorizadas, frente a pouco mais de 160 bancos, evidenciando a diversidade do ecossistema.<\/p>\n<p>Esse desequil\u00edbrio parece estar sendo gradualmente endere\u00e7ado pelo regulador. O Banco Central tem avan\u00e7ado em uma abordagem baseada em atividade e risco, buscando alinhar as exig\u00eancias regulat\u00f3rias ao impacto sist\u00eamico e ao perfil de atua\u00e7\u00e3o de cada institui\u00e7\u00e3o, independentemente de seu porte ou origem. A regulamenta\u00e7\u00e3o de modelos como Banking as a Service (Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta n\u00ba 16\/2025) e a amplia\u00e7\u00e3o das responsabilidades sobre parceiros e terceiros caminham nessa dire\u00e7\u00e3o, ao reduzir lacunas e tornar mais claras as obriga\u00e7\u00f5es de cada participante.<\/p>\n<p>O desafio parece ser encontrar o ponto de equil\u00edbrio entre inova\u00e7\u00e3o e concorr\u00eancia justa. Servi\u00e7os equivalentes caminham para estarem sujeitos a requisitos similares de seguran\u00e7a, gest\u00e3o de riscos, prote\u00e7\u00e3o ao consumidor e integridade operacional, preservando, ao mesmo tempo, um ambiente que continue estimulando a inova\u00e7\u00e3o e que seja seguro. Um ambiente regulat\u00f3rio previs\u00edvel, baseado em risco e alinhado \u00e0 realidade digital do setor \u00e9 fundamental para suportar o crescimento saud\u00e1vel e sustent\u00e1vel do ecossistema financeiro brasileiro no longo prazo. O principal ajuste n\u00e3o est\u00e1 em eliminar diferen\u00e7as, mas em assegurar proporcionalidade e isonomia.<\/p>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">Cart\u00f5es para a Alta Renda<\/p>\n<p>O crescimento da oferta de cart\u00f5es voltados ao p\u00fablico de alta renda nos \u00faltimos anos est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 maior sofistica\u00e7\u00e3o dos modelos de monetiza\u00e7\u00e3o e ao uso intensivo de dados para segmenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Paralelamente, o pr\u00f3prio amadurecimento da infraestrutura de pagamentos e dos meios digitais ampliou a efici\u00eancia operacional do sistema como um todo. Essa escala e efici\u00eancia s\u00e3o fundamentais n\u00e3o apenas para sustentar ofertas mais sofisticadas, mas tamb\u00e9m para viabilizar solu\u00e7\u00f5es simples, acess\u00edveis e de baixo custo voltadas a camadas mais amplas da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Do ponto de vista de tend\u00eancia, o movimento de cart\u00f5es premium n\u00e3o deve desacelerar. O foco passa a ser menos volume e mais relev\u00e2ncia, com propostas de valor mais personalizadas e integradas ao comportamento do cliente. A hiperpersonaliza\u00e7\u00e3o baseada em dados e experi\u00eancias exclusivas ser\u00e1 o diferencial competitivo, enquanto a sustentabilidade desse modelo depende de um ecossistema equilibrado, no qual inova\u00e7\u00e3o, efici\u00eancia e inclus\u00e3o avancem de forma complementar.<\/p>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">Intelig\u00eancia Artificial<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia artificial j\u00e1 se consolidou como um importante vetor de efici\u00eancia nos Meios Eletr\u00f4nicos de Pagamento, especialmente em automa\u00e7\u00e3o, atendimento, desenvolvimento de software e preven\u00e7\u00e3o a fraudes. Ainda assim, grande parte das aplica\u00e7\u00f5es hoje \u00e9 incremental, focada em ganhos operacionais, quando h\u00e1 espa\u00e7o relevante para usos mais estruturais, ligados a crescimento, personaliza\u00e7\u00e3o e tomada de decis\u00e3o em tempo real.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio brasileiro confirma essa matura\u00e7\u00e3o. Segundo a Pesquisa Febraban 2025, 80% dos bancos j\u00e1 utilizam IA e IA generativa, com ganhos m\u00e9dios de 11,4% em efici\u00eancia.<\/p>\n<p>Na Evertec, a IA \u00e9 tratada como um pilar estrat\u00e9gico, dentro de uma vis\u00e3o AI First, que conecta efici\u00eancia, inova\u00e7\u00e3o e crescimento. A empresa destinou mais de R$ 30 milh\u00f5es em pesquisa e desenvolvimento para acelerar o uso de intelig\u00eancia artificial em suas opera\u00e7\u00f5es e solu\u00e7\u00f5es, combinando tecnologia, governan\u00e7a e capacita\u00e7\u00e3o de pessoas. Mais de mil colaboradores j\u00e1 passaram por programas estruturados de treinamento, e centenas de desenvolvedores utilizam ferramentas de IA no dia a dia, com ganhos claros de produtividade.<\/p>\n<p>Uma das fronteiras mais promissoras est\u00e1 nos agentes de IA aplicados diretamente aos pagamentos. Esses agentes devem permitir maior autonomia na execu\u00e7\u00e3o de transa\u00e7\u00f5es, otimiza\u00e7\u00e3o de rotas e gest\u00e3o de recorr\u00eancias. Iniciativas globais, como o Agent Pay da Mastercard, sinalizam que esse modelo deve ganhar escala nos pr\u00f3ximos anos, abrindo caminho para uma nova fase dos pagamentos digitais.<\/p>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">Cart\u00f5es de Benef\u00edcios<\/p>\n<p>O Decreto n\u00ba 12.712\/2025 deve ser entendido menos como uma interfer\u00eancia direta e mais como uma tentativa de moderniza\u00e7\u00e3o do mercado de benef\u00edcios, ao estabelecer interoperabilidade, limites de tarifas e maior transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>Para as empresas de benef\u00edcios, o novo arcabou\u00e7o regulat\u00f3rio eleva exig\u00eancias de governan\u00e7a e compliance, reduzindo pr\u00e1ticas comerciais pouco claras ou baseadas em barreiras artificiais de aceita\u00e7\u00e3o. Players com escala, capacidade tecnol\u00f3gica e maturidade regulat\u00f3ria tendem a se beneficiar de um ambiente mais previs\u00edvel, ainda que enfrentem press\u00e3o sobre margens no curto prazo, enquanto modelos menos robustos perdem competitividade.<\/p>\n<p>Para as credenciadoras, o decreto abre espa\u00e7o para maior racionalidade operacional e amplia\u00e7\u00e3o da aceita\u00e7\u00e3o, com potencial de aumento de volume transacional e integra\u00e7\u00e3o ao ecossistema de meios de pagamento. Esse ganho, por\u00e9m, vem acompanhado da necessidade de investimentos em adapta\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e monitoramento cont\u00ednuo para garantir a correta categoriza\u00e7\u00e3o e uso dos benef\u00edcios.<\/p>\n<p>Sob a \u00f3tica das empresas contratantes, h\u00e1 ganhos relevantes em previsibilidade e governan\u00e7a, com redu\u00e7\u00e3o de riscos trabalhistas e jur\u00eddicos e refor\u00e7o do prop\u00f3sito original do benef\u00edcio, ainda que algumas flexibilidades comerciais sejam reduzidas.<\/p>\n<p>J\u00e1 para os usu\u00e1rios finais, o impacto \u00e9 positivo no m\u00e9dio prazo: maior liberdade de escolha, transpar\u00eancia e experi\u00eancia ampliada, mesmo que ajustes iniciais na rede de aceita\u00e7\u00e3o sejam necess\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">Open Finance<\/p>\n<p class=\"Corpo para-style-override-6\">O Open Finance j\u00e1 se consolidou como uma das agendas estruturantes do sistema financeiro brasileiro. Ao permitir o compartilhamento seguro e padronizado de dados e servi\u00e7os, ele cria as bases para um novo patamar de competi\u00e7\u00e3o, no qual a diferencia\u00e7\u00e3o deixa de estar apenas no produto e passa a estar na capacidade de transformar informa\u00e7\u00e3o em relacionamento. Para os players, isso se traduz em maior possibilidade de personaliza\u00e7\u00e3o, aumento de principalidade e fortalecimento do engajamento, na medida em que o cliente passa a perceber valor em solu\u00e7\u00f5es alinhadas ao seu comportamento real de consumo, cr\u00e9dito e investimentos.<\/p>\n<p class=\"Corpo para-style-override-6\">Do ponto de vista de ado\u00e7\u00e3o, o avan\u00e7o \u00e9 relevante, mas ainda aqu\u00e9m do potencial. Em 2025, o Open Finance Brasil registrou mais de 37 milh\u00f5es de consentimentos ativos, sendo 99% de pessoas f\u00edsicas. Ainda assim, a penetra\u00e7\u00e3o segue limitada: apenas 28% da popula\u00e7\u00e3o bancarizada havia aderido at\u00e9 agosto de 2025 e entre empresas (PJs) esse \u00edndice n\u00e3o passou de 3%. Os indicadores de maturidade refletem que houve leve evolu\u00e7\u00e3o no uso por consumidores, mas estagna\u00e7\u00e3o \u2014 e at\u00e9 retra\u00e7\u00e3o \u2014 no ecossistema empresarial, evidenciando dificuldades de escala, monetiza\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de propostas de valor claras.<\/p>\n<p class=\"Corpo para-style-override-6\">No campo regulat\u00f3rio, o Banco Central cumpriu um papel decisivo ao fortalecer a infraestrutura e reduzir ambiguidades. A obrigatoriedade de ades\u00e3o para grandes institui\u00e7\u00f5es e a atualiza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos padr\u00f5es t\u00e9cnicos consolidaram o Open Finance como pol\u00edtica de Estado, n\u00e3o como iniciativa volunt\u00e1ria. No entanto, regula\u00e7\u00e3o e infraestrutura, por si s\u00f3, n\u00e3o garantem ado\u00e7\u00e3o nem relev\u00e2ncia. O desafio agora \u00e9 menos normativo e mais estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p class=\"Corpo para-style-override-6\">Persistem gargalos importantes. As taxas de sucesso das transa\u00e7\u00f5es ainda est\u00e3o muito abaixo do padr\u00e3o esperado para um sistema financeiro de miss\u00e3o cr\u00edtica, o que afeta diretamente a confian\u00e7a do usu\u00e1rio e a disposi\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es em construir jornadas mais complexas. Al\u00e9m disso, em muitos casos, <span class=\"negrito\">o Open Finance ainda \u00e9 tratado internamente como um item de compliance, e n\u00e3o como uma alavanca de neg\u00f3cio. Isso limita a cria\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias diferenciadas e refor\u00e7a a percep\u00e7\u00e3o, por parte do consumidor, de que o benef\u00edcio \u00e9 difuso ou pouco tang\u00edvel. <\/span><\/p>\n<p>Nesse contexto, \u00e9 razo\u00e1vel afirmar que o Brasil se encontra em um est\u00e1gio intermedi\u00e1rio de maturidade. Avan\u00e7ou de forma consistente em governan\u00e7a e arquitetura, mas ainda est\u00e1 distante do uso pleno do potencial do Open Finance como motor de crescimento e inova\u00e7\u00e3o. A consolida\u00e7\u00e3o deve ocorrer ao longo dos pr\u00f3ximos cinco a sete anos, \u00e0 medida que a confiabilidade t\u00e9cnica se aproxime de padr\u00f5es internacionais, os casos de uso se tornem mais claros e os dados passem a ser efetivamente convertidos em experi\u00eancias personalizadas, simples e relevantes.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo levantamento da ISH Tecnologia, o setor foi o principal alvo de cibercriminosos no Brasil, concentrando 20,18% de todos os ataques registrados no primeiro trimestre.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":40,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-41","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":501,"href":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41\/revisions\/501"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}