{"id":21,"date":"2026-02-10T18:39:27","date_gmt":"2026-02-10T21:39:27","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/alexandro-de-araujo\/"},"modified":"2026-02-25T13:06:37","modified_gmt":"2026-02-25T16:06:37","slug":"alexandro-de-araujo-e-linconl-rocha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/relatorio-anual\/edicao-2026\/alexandro-de-araujo-e-linconl-rocha\/","title":{"rendered":"Alexandro de Ara\u00fajo e Linconl Rocha"},"content":{"rendered":"<div class=\"Basic-Text-Frame\">\n<p style=\"text-align: right;\"><span class=\"italicos\">Um artigo de opini\u00e3o em forma de di\u00e1logo entre Alexandro de Ara\u00fajo, Presidente da TNS para a Am\u00e9rica Latina, e Linconl Rocha, Presidente da Associa\u00e7\u00e3o PAGOS.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">Fatos Relevantes de 2025<\/p>\n<div class=\"Basic-Text-Frame\">\n<p><span class=\"negrito\">Linconl:<\/span> Quando olhamos os n\u00fameros de transa\u00e7\u00f5es, a entrada de novos players e a complexidade operacional do ano, 2025 parece um divisor de \u00e1guas. Vimos crescimento, mas tamb\u00e9m vimos mais incidentes, mais interdepend\u00eancia e mais press\u00e3o por disponibilidade. Do ponto de vista do ecossistema, ficou evidente que escala sem coordena\u00e7\u00e3o gera fragilidade. Se voc\u00ea tivesse que destacar tr\u00eas fatos objetivos que marcaram o mercado de meios eletr\u00f4nicos de pagamento, quais seriam?<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro:<\/span> Primeiro, a <span class=\"negrito\">consolida\u00e7\u00e3o do modelo <\/span><span class=\"italicos\">as a service<\/span>. Terminais, conectividade, software, suporte \u2014 tudo passou a ser pensado como servi\u00e7o cont\u00ednuo, n\u00e3o como ativo pontual. Isso muda a l\u00f3gica financeira, operacional e at\u00e9 cultural do setor.<\/p>\n<p>Em segundo, a eleva\u00e7\u00e3o do <span class=\"negrito\">debate sobre infraestrutura invis\u00edvel<\/span>. Conectividade segura, redund\u00e2ncia, compliance e continuidade operacional deixaram de ser bastidores e passaram ao centro da mesa. Quando o pagamento falha, n\u00e3o importa qu\u00e3o boa tenha sido a experi\u00eancia at\u00e9 ali.<\/p>\n<p>Terceiro, a <span class=\"negrito\">normaliza\u00e7\u00e3o da regula\u00e7\u00e3o<\/span> como parte do design de produto. Em 2025, ficou claro que n\u00e3o existe inova\u00e7\u00e3o relevante fora do per\u00edmetro regulat\u00f3rio \u2014 e isso n\u00e3o \u00e9 um freio, \u00e9 um filtro de qualidade.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl:<\/span> E isso ficou muito claro para n\u00f3s na associa\u00e7\u00e3o: 2025 foi o ano em que o ecossistema entendeu, na pr\u00e1tica, que n\u00e3o h\u00e1 mais protagonistas solit\u00e1rios. Bancos, fintechs, credenciadoras, provedores de tecnologia e associa\u00e7\u00f5es passaram a depender ainda mais uns dos outros.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">A TNS em 2025\/26<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro: <\/span>Tive o privil\u00e9gio de participar destas p\u00e1ginas de opini\u00e3o em anos anteriores, sempre refletindo sobre a evolu\u00e7\u00e3o do nosso setor e os caminhos que escolhemos trilhar. Desta vez, quis fazer diferente. Pagamentos n\u00e3o se constroem em mon\u00f3logos, mas em di\u00e1logos \u2014 muitas vezes firmes, por vezes divergentes, sempre necess\u00e1rios. Por isso, convidei algu\u00e9m com quem protagonizo algumas das discuss\u00f5es mais relevantes do nosso mercado: Linconl Rocha.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl: <\/span>Sou Linconl Rocha, presidente da Associa\u00e7\u00e3o PAGOS. Minha trajet\u00f3ria sempre esteve ligada \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o \u2014 de aplicativos banc\u00e1rios a infraestruturas complexas de pagamentos. Hoje, \u00e0 frente da associa\u00e7\u00e3o, meu papel \u00e9 ampliar o debate: n\u00e3o apenas sobre inova\u00e7\u00e3o, mas sobre sustenta\u00e7\u00e3o de um ambiente concorrencial, inovador, seguro e cooperativo. A consolida\u00e7\u00e3o desse ambiente \u00e9 nossa meta principal.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl<\/span>: Se 2025 tivesse que ser resumido em uma palavra para o mercado de pagamentos, eu diria <span class=\"italicos\">densidade<\/span>. Mais camadas, mais atores, mais responsabilidades. O mercado cresceu, consolidou, est\u00e1 em uma fase de maturidade regulat\u00f3ria e logo vir\u00e1 a sele\u00e7\u00e3o natural da esp\u00e9cie. Alexandro, como voc\u00ea leu esse ano que passou?<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro: <\/span>Concordo com a escolha da palavra, Linconl. <span class=\"italicos\">Densidade<\/span> pressup\u00f5e consist\u00eancia e consist\u00eancia pressup\u00f5e responsabilidade. 2025 foi o ano em que o setor deixou de discutir apenas crescimento e passou a discutir sustenta\u00e7\u00e3o. Sustentar volumes, sustentar disponibilidade, sustentar confian\u00e7a. Na TNS (Transaction Network Services), isso significou encarar o papel da infraestrutura como ainda mais essencial: terminais tratados como servi\u00e7o cont\u00ednuo, conectividade segura como pr\u00e9-requisito \u2014 n\u00e3o diferencial \u2014 e uma cobran\u00e7a crescente por disponibilidade absoluta em ambientes cr\u00edticos. N\u00e3o foi um ano de euforia; foi um ano de amadurecimento. E amadurecimento, quase sempre, vem acompanhado de escolhas dif\u00edceis<span class=\"negrito\">.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl: <\/span>Do lado institucional, foi um ano de consolida\u00e7\u00e3o de agendas \u2014 e tamb\u00e9m da consci\u00eancia. A associa\u00e7\u00e3o PAGOS passou 2025 atuando em temas como defesa do setor, capacita\u00e7\u00e3o profissional e regulat\u00f3ria, di\u00e1logo com Banco Central, CVM, Receita Federal e diversos \u00f3rg\u00e3os relacionados, criando o Selo de Acredita\u00e7\u00e3o e reafirmando, categoricamente, que queremos maior regulamenta\u00e7\u00e3o. Qualquer outra conversa fora disso \u00e9 intriga concorrencial e total desinforma\u00e7\u00e3o. A inova\u00e7\u00e3o deixou de ser um fim em si mesma e passou a ser um meio para efici\u00eancia, inclus\u00e3o e resili\u00eancia. O spread baixou, o acesso aos servi\u00e7os \u00e9 amplo e grandes bancos deixaram de ser os exclusivos provedores de servi\u00e7os. Ali\u00e1s, perderam feio a briga na oferta de cr\u00e9dito PJ. Do lado das fintechs, houve menos espa\u00e7o para discursos f\u00e1ceis e mais demanda por posi\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis. E olhando para 2026, consolidaremos a maturidade: do regulador, do mercado e dos pr\u00f3prios associados.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro: <\/span>Exato. 2026 se desenha como o ano da consequ\u00eancia. As decis\u00f5es tecnol\u00f3gicas, regulat\u00f3rias e operacionais tomadas at\u00e9 aqui come\u00e7am a cobrar seu pre\u00e7o \u2014 positivo ou negativo. O mercado n\u00e3o vai mais tolerar improviso travestido de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">Assimetria Regulat\u00f3ria<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl: <\/span>Quando analisamos o arcabou\u00e7o regulat\u00f3rio e tribut\u00e1rio, vemos institui\u00e7\u00f5es oferecendo servi\u00e7os semelhantes sob exig\u00eancias bastante diferentes. Na pr\u00e1tica, isso cria incentivos desalinhados e pode transferir risco para o sistema como um todo. Tivemos grandes ocorr\u00eancias que demonstraram fragilidades em grandes, m\u00e9dios e pequenos bancos e fintechs. Tivemos crise de confian\u00e7a do mercado financeiro que s\u00f3 bancos e financeiras t\u00eam acesso, como no caso dos CDBs. A pergunta que ouvimos com frequ\u00eancia dos associados \u00e9 direta: bancos e fintechs operam hoje em condi\u00e7\u00f5es equivalentes?<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro: <\/span>N\u00e3o. E talvez a pergunta mais honesta seja: deveriam operar? A assimetria n\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, um problema. O problema surge quando a assimetria distorce o risco sist\u00eamico. Se dois atores entregam o mesmo servi\u00e7o cr\u00edtico, como pagamentos, o n\u00edvel de exig\u00eancia m\u00ednima precisa convergir.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl: <\/span>Do ponto de vista associativo, o alerta \u00e9 claro: assimetria n\u00e3o pode virar arbitragem regulat\u00f3ria. O ajuste necess\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 nivelar tudo por cima ou por baixo, mas alinhar responsabilidades ao impacto real de cada player no sistema.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro:<\/span> Exatamente. Regula\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve proteger modelos de neg\u00f3cio, mas o funcionamento do mercado como um todo.<\/p>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">Cart\u00f5es para a Alta Renda<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl<\/span>: Nos \u00faltimos dois anos, vimos um crescimento expressivo de cart\u00f5es premium \u2014 mais pontos, salas VIP, experi\u00eancias. Esse movimento dialoga com um consumidor mais exigente, mas tamb\u00e9m levanta discuss\u00f5es importantes sobre sustentabilidade do modelo. Quando olhamos os custos envolvidos, a pergunta \u00e9 inevit\u00e1vel: isso \u00e9 luxo ou engenharia financeira?<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro: <\/span>Com matem\u00e1tica, n\u00e3o com glamour. Esses produtos se viabilizam por perfil de consumo, interc\u00e2mbio, cross-sell e, sobretudo, dados. <span class=\"negrito\">O cart\u00e3o premium \u00e9 menos sobre status e mais sobre previsibilidade de comportamento<\/span>.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl: <\/span>Olhando para os pr\u00f3ximos ciclos, a tend\u00eancia \u00e9 clara: racionaliza\u00e7\u00e3o. O mercado come\u00e7a a separar o que \u00e9 benef\u00edcio percebido do que \u00e9 excesso decorativo. A conta precisa fechar \u2014 para emissores, parceiros e para o pr\u00f3prio sistema. A alta renda continuar\u00e1 sendo estrat\u00e9gica, mas com propostas mais cir\u00fargicas, sustent\u00e1veis e ancoradas em uso real, n\u00e3o apenas em promessa.<\/p>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">Intelig\u00eancia Artificial<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl:<\/span> IA virou palavra obrigat\u00f3ria em todo painel, mas quando analisamos os casos reais, ainda parece concentrada em efici\u00eancia interna. Do ponto de vista do ecossistema, isso \u00e9 apenas a superf\u00edcie. H\u00e1 enorme espa\u00e7o para uso mais sofisticado em preven\u00e7\u00e3o a fraudes, redu\u00e7\u00e3o de atritos e at\u00e9 educa\u00e7\u00e3o financeira contextual. Onde voc\u00ea enxerga uso subaproveitado da IA nos meios de pagamento?<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro:<\/span> Porque usamos IA majoritariamente para dentro, quando o maior potencial est\u00e1 para fora, como, por exemplo, na orquestra\u00e7\u00e3o inteligente de rotas de pagamento, preven\u00e7\u00e3o de falhas antes que virem incidentes, personaliza\u00e7\u00e3o din\u00e2mica da experi\u00eancia no ponto de aceita\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl:<\/span> Especialmente em atendimento e suporte, que ainda consomem muitos recursos.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro:<\/span> Sem d\u00favida. Mas n\u00e3o como substitui\u00e7\u00e3o humana. IA boa \u00e9 aquela que devolve tempo e discernimento \u00e0s pessoas.<\/p>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">Cart\u00f5es de Benef\u00edcios<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl:<\/span> O decreto 12.712\/25 foi recebido com leituras muito distintas pelo mercado. Para alguns, soa como interven\u00e7\u00e3o; para outros, como atualiza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria de um modelo que j\u00e1 n\u00e3o refletia a realidade do consumo. Do ponto de vista associativo, esse \u00e9 um tema sens\u00edvel porque toca diretamente em empresas, trabalhadores, credenciadoras e empregadores. Estamos falando de interfer\u00eancia direta ou de moderniza\u00e7\u00e3o do modelo?<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro:<\/span> Aqui, confesso que minha contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 mais limitada. Trata-se de um tema muito espec\u00edfico do universo de benef\u00edcios, com impactos regulat\u00f3rios e operacionais pr\u00f3prios. Acompanho o debate, mas \u00e9 um campo em que a vis\u00e3o associativa e setorial \u00e9 muito mais relevante do que a minha leitura individual.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl:<\/span> E \u00e9 justamente por isso que o debate precisa ser feito com cuidado. Para as empresas de benef\u00edcios, o decreto imp\u00f5e uma revis\u00e3o profunda de modelos, margens e estruturas operacionais. Para as credenciadoras, h\u00e1 impactos claros na aceita\u00e7\u00e3o, na interoperabilidade e nos fluxos. Para as empresas contratantes, surge mais transpar\u00eancia e poder de escolha. E, para o usu\u00e1rio final, o potencial ganho est\u00e1 na flexibilidade \u2014 desde que bem implementada. N\u00e3o \u00e9 um jogo de soma zero: h\u00e1 ajustes, tens\u00f5es e, no m\u00e9dio prazo, um mercado mais moderno. Quem perde \u00e9 quem n\u00e3o se adapta; <span class=\"negrito\">quem ganha \u00e9 quem entende que o modelo anterior j\u00e1 n\u00e3o respondia \u00e0s novas din\u00e2micas de consumo<\/span>.<\/p>\n<p class=\"Sondagem-Titulo\">Open Finance<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro: <\/span>Open Finance \u00e9 um termo que usam como buzzword e eu gosto de come\u00e7ar pelo fundamento. Trata-se de uma das iniciativas mais ambiciosas do sistema financeiro brasileiro em termos de arquitetura, padroniza\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a. A infraestrutura existe, \u00e9 s\u00f3lida e bem desenhada. O que ainda est\u00e1 em aberto n\u00e3o \u00e9 o <span class=\"italicos\">como<\/span>, mas o <span class=\"italicos\">para qu\u00ea<\/span>. Sem uma proposta de valor clara, o Open Finance corre o risco de ser percebido apenas como um exerc\u00edcio t\u00e9cnico sofisticado.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl: <\/span>E \u00e9 justamente a\u00ed que entra a leitura mais operacional e de mercado. Do ponto de vista do ecossistema, ainda h\u00e1 um descompasso grande entre o potencial do Open Finance e os casos de uso efetivamente entregues. Falta transformar dados compartilhados em decis\u00f5es melhores: cr\u00e9dito mais aderente ao perfil real do cliente, ofertas contextualizadas, redu\u00e7\u00e3o de fric\u00e7\u00e3o em jornadas complexas. Hoje, o sistema \u00e9 muito mais compreendido por reguladores e t\u00e9cnicos do que pelo usu\u00e1rio final.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro: <\/span>Ou seja, a infraestrutura chegou antes da narrativa.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl: <\/span>Exatamente. Principalidade n\u00e3o se constr\u00f3i apenas com acesso a dados, mas com confian\u00e7a e benef\u00edcio percebido. Quando o cliente entende por que est\u00e1 consentindo, o jogo muda. Numa escala de 0 a 10, eu diria que estamos em torno de 6 \u2014 avan\u00e7amos bastante na base, mas podemos aumentar o valor percebido.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro: <\/span>E o uso pleno n\u00e3o vir\u00e1 por imposi\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria. Ele vir\u00e1 quando o Open Finance for incorporado de forma quase invis\u00edvel \u00e0 experi\u00eancia do usu\u00e1rio. Nesse momento, deixar\u00e1 de ser promessa e passar\u00e1 a ser, de fato, infraestrutura viva.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl: No fim, o que 2025 nos ensinou?<\/span><\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro: <\/span>Que pagamentos s\u00e3o, antes de tudo, um pacto de confian\u00e7a. Tecnologia, regula\u00e7\u00e3o e modelos de neg\u00f3cio s\u00f3 fazem sentido se preservarem esse pacto.<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Linconl: <\/span>E 2026?<\/p>\n<p><span class=\"negrito\">Alexandro: <\/span>2026 vai cobrar coer\u00eancia, resist\u00eancia e credibilidade. E este \u00faltimo, no nosso setor, \u00e9 o ativo mais raro \u2014 e o mais valioso.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Regula\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve proteger modelos de neg\u00f3cio, mas o funcionamento do mercado como um todo. (\u2026)<br \/>\n2025 foi o ano em que o ecossistema entendeu, na pr\u00e1tica, que n\u00e3o h\u00e1 mais protagonistas solit\u00e1rios. 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