{"id":82329,"date":"2026-11-04T11:42:08","date_gmt":"2026-11-04T14:42:08","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/?p=82329"},"modified":"2026-11-04T11:42:08","modified_gmt":"2026-11-04T14:42:08","slug":"fintechs-vao-lucrar-mais-no-3t26-mas-mercado-ja-ve-problemas-para-2027","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/cardclipping\/2026\/11\/fintechs-vao-lucrar-mais-no-3t26-mas-mercado-ja-ve-problemas-para-2027\/","title":{"rendered":"Fintechs v\u00e3o lucrar mais no 3T26, mas mercado j\u00e1 v\u00ea problemas para 2027"},"content":{"rendered":"<p>Finsiders Brasil (Internet), em 03\/11\/2026, por Murilo Melo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As fintechs e os bancos digitais brasileiros com a\u00e7\u00f5es nas bolsas norte-americanas come\u00e7am a divulgar na semana que vem os resultados do 3T26. A lista inclui Nubank, Inter, Stone, PicPay, PagBank, XP e Agibank. Para quase todas essas empresas, as pr\u00e9vias de bancos e corretoras apontam lucro maior. Ainda assim, os analistas chegam desconfiados \u00e0 temporada. A preocupa\u00e7\u00e3o agora \u00e9 menos o trimestre que passou e mais o f\u00f4lego desses neg\u00f3cios em 2027.<\/p>\n<p>O PagBank abre a fila em 10 de novembro, segundo o calend\u00e1rio do Ita\u00fa BBA. Em seguida v\u00eam o Agibank, no dia 11, e Nubank, Inter e Stone, no dia 12. Nas proje\u00e7\u00f5es de Ita\u00fa BBA, Banco Safra, BB Investimentos e XP Investimentos, a Stone aparece como a principal exce\u00e7\u00e3o, com queda anual de at\u00e9 13,8% no lucro. O Inter deve repetir o resultado do trimestre anterior, e o pr\u00f3prio PicPay prev\u00ea ganho menor que o do segundo trimestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia \u00edntegra abaixo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fintechs v\u00e3o lucrar mais no 3T26, mas mercado j\u00e1 v\u00ea problemas para 2027<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As fintechs e os bancos digitais brasileiros com a\u00e7\u00f5es nas bolsas norte-americanas come\u00e7am a divulgar na semana que vem os resultados do terceiro trimestre deste ano (3T26). A lista inclui Nubank, Inter, Stone, PicPay, PagBank, XP e Agibank.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para quase todas essas empresas, as pr\u00e9vias de bancos e corretoras apontam lucro maior. Ainda assim, os analistas chegam desconfiados \u00e0 temporada. A preocupa\u00e7\u00e3o agora \u00e9 menos o trimestre que passou e mais o f\u00f4lego desses neg\u00f3cios em 2027.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/uploads.finsidersbrasil.com.br\/2026\/11\/DESTAQUE-Fintechs-3T26-1-1000x563.jpg\" alt=\"Fintechs lucram mais no 3T26, mas mercado v\u00ea riscos em 2027\" width=\"725\" height=\"408\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O PagBank abre a fila em 10 de novembro, segundo o calend\u00e1rio do Ita\u00fa BBA. Em seguida v\u00eam o Agibank, no dia 11, e Nubank, Inter e Stone, no dia 12. Nas proje\u00e7\u00f5es de Ita\u00fa BBA, Banco Safra, BB Investimentos e XP Investimentos, a Stone aparece como a principal exce\u00e7\u00e3o, com queda anual de at\u00e9 13,8% no lucro. O Inter deve repetir o resultado do trimestre anterior, e o pr\u00f3prio PicPay prev\u00ea ganho menor que o do segundo trimestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o Ita\u00fa BBA, o trimestre deve trazer cr\u00e9dito mais lento, margens menores e despesas em alta. Em relat\u00f3rio de 13 de outubro, o banco afirma que a economia mais dif\u00edcil para as fam\u00edlias e para as pequenas e m\u00e9dias empresas (PMEs) deve limitar o avan\u00e7o dos lucros. Nubank e Inter devem sentir a desacelera\u00e7\u00e3o das carteiras de cr\u00e9dito, enquanto a Stone sofre com o volume fraco de transa\u00e7\u00f5es e com a qualidade dos empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A maior preocupa\u00e7\u00e3o do Ita\u00fa BBA, por\u00e9m, \u00e9 2027, quando a soma desses fatores pode frear os resultados. No caso do Nubank, o banco projeta para o ano que vem um lucro 15% abaixo da m\u00e9dia do mercado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Citi engrossou o coro da cautela. Em 27 de outubro, o banco americano rebaixou XP e PagBank para neutro, mesmo com as proje\u00e7\u00f5es de lucro dessas duas empresas em alta. Por isso, crescer a carteira de cr\u00e9dito j\u00e1 n\u00e3o basta. Agora o mercado quer ver quanto desse crescimento vira lucro e se a qualidade dos empr\u00e9stimos aguenta o tranco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nubank segue como m\u00e1quina de lucro, mas BBA j\u00e1 olha para 2027<\/strong><\/p>\n<p>A maior fintech do pa\u00eds deve entregar mais um trimestre gordo. Pelas contas do Safra, o lucro do Nubank deve chegar a US$ 1,078 bilh\u00e3o, alta de 37,7% sobre o terceiro trimestre de 2025 (3T25) e de 1,5% sobre o segundo trimestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Ita\u00fa BBA chega a um n\u00famero parecido, R$ 5,4 bilh\u00f5es (cerca de US$ 1,05 bilh\u00e3o), praticamente est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o trimestral, com retorno sobre o patrim\u00f4nio l\u00edquido (ROE) de 31%. Em outras palavras, o Nubank gera cerca de R$ 31 de lucro por ano para cada R$ 100 que os acionistas colocaram no neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A carteira de cr\u00e9dito segue crescendo, embora em ritmo menor. O BBA estima expans\u00e3o anual de 33% sem o efeito do c\u00e2mbio, abaixo dos 37% do trimestre anterior. J\u00e1 o Safra projeta alta de 7,7% em tr\u00eas meses, com ajuda do consignado e dos empr\u00e9stimos para pequenas e m\u00e9dias empresas (PMEs).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O problema mora no pre\u00e7o desse crescimento. O BBA prev\u00ea custo de risco perto de 18%, ou seja, a fatia da carteira que o banco precisa separar para cobrir calotes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para compensar essa conta, o Nubank cobra juros mais altos e mant\u00e9m a margem financeira l\u00edquida ajustada ao risco (NIM, na sigla em ingl\u00eas) em 11,9%. O BBA, por\u00e9m, n\u00e3o considera saud\u00e1vel repetir essa receita por muito tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto isso, as despesas sobem mais r\u00e1pido que as receitas, porque a empresa segue investindo na expans\u00e3o internacional. O Safra estima alta de 7,8% nos gastos operacionais e \u00edndice de efici\u00eancia em 20%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por causa disso, o Ita\u00fa BBA projeta lucro de US$ 4,6 bilh\u00f5es para 2027, cerca de 15% abaixo da m\u00e9dia do mercado. O banco mant\u00e9m recomenda\u00e7\u00e3o neutra para a a\u00e7\u00e3o, com pre\u00e7o justo de US$ 18. O Safra tamb\u00e9m prefere ficar em cima do muro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Inter entrega lucro de lado e briga com a inadimpl\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>No Inter, as duas principais casas quase empatam. O Ita\u00fa BBA projeta lucro de R$ 429 milh\u00f5es e ROE de 16%. J\u00e1 o Safra estima R$ 425 milh\u00f5es e ROE de 15,8%. Nos dois casos, o resultado sobe na compara\u00e7\u00e3o anual, mas fica praticamente parado em rela\u00e7\u00e3o ao segundo trimestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A carteira cresce, por\u00e9m perde f\u00f4lego. O BBA calcula alta anual de 27%, liderada pelos cart\u00f5es. O Safra prev\u00ea avan\u00e7o de 4,6% no trimestre e de 24,8% em 12 meses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a margem financeira deve recuar 32 pontos base, segundo o Safra, porque desaparece o ganho extra com a infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) que turbinou o trimestre anterior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia tamb\u00e9m preocupa. O Safra projeta atrasos acima de 90 dias em 5,7% da carteira e custo de risco de 6,1%. Para o banco, o lucro de 2027 vai depender de a carteira crescer e de as provis\u00f5es ca\u00edrem, j\u00e1 que sobra pouco espa\u00e7o para ampliar a margem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a para o Nubank aparece na rentabilidade, j\u00e1 que o Inter gera metade do retorno do concorrente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O mercado, ali\u00e1s, j\u00e1 cobrou essa conta. A a\u00e7\u00e3o do Inter acumulava queda de 36,7% no ano at\u00e9 13 de outubro, segundo o Ita\u00fa BBA, o pior desempenho entre os bancos acompanhados pela institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Stone v\u00ea o Pix comer a taxa da maquininha<\/strong><\/p>\n<p>Entre as sete empresas, a Stone tem a pr\u00e9via mais amarga. O Ita\u00fa BBA projeta lucro de R$ 571 milh\u00f5es, queda de cerca de 11% em rela\u00e7\u00e3o ao 3T25.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O banco espera alta de apenas 5% no volume total de pagamentos processados (TPV, na sigla em ingl\u00eas) e recuo de 1,5% no lucro bruto, para R$ 1,6 bilh\u00e3o. O custo de risco deve ficar perto de 21%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Safra \u00e9 ainda mais pessimista. O banco calcula lucro ajustado de R$ 553 milh\u00f5es, queda de 5,1% no trimestre e de 13,8% no ano. O TPV deve chegar a R$ 147 bilh\u00f5es, mas o volume com cart\u00f5es tende a cair 1,8% na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o passa pelo Pix. Cada venda que migra do cart\u00e3o para a transfer\u00eancia instant\u00e2nea rende menos \u00e0 Stone. Ao mesmo tempo, a empresa atende uma parcela maior de grandes lojistas, que negociam taxas menores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para piorar, a Stone carrega despesas financeiras mais altas e gastos extras com vendas. O resultado \u00e9 uma empresa que processa mais dinheiro e lucra menos com ele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O BBA cortou em 10% a estimativa de lucro da Stone para este ano e reduziu o pre\u00e7o justo da a\u00e7\u00e3o de US$ 17 para US$ 15. O Citi, em relat\u00f3rio de 27 de outubro, tamb\u00e9m manteve cautela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o banco norte-americano, Stone e PagBank est\u00e3o mais expostas \u00e0 piora do cr\u00e9dito e ao encarecimento da capta\u00e7\u00e3o. Juros altos ainda aumentam a taxa de desconto que os investidores aplicam a empresas de crescimento, o que limita a valoriza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PagBank troca a maquininha pelo banco<\/strong><\/p>\n<p>O PagBank sofre com o mesmo Pix, mas encontrou uma sa\u00edda no cr\u00e9dito. O Ita\u00fa BBA projeta lucro de R$ 587 milh\u00f5es, alta de 6% no ano e de 7% no trimestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O TPV deve crescer s\u00f3 3%, e as receitas com maquininhas devem ficar est\u00e1veis. Em compensa\u00e7\u00e3o, a carteira de cr\u00e9dito deve alcan\u00e7ar R$ 5,4 bilh\u00f5es, com alta de 7% em tr\u00eas meses, e as receitas banc\u00e1rias devem subir 37%, para R$ 730 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Safra vai na mesma linha, com n\u00fameros um pouco maiores. O banco estima lucro ajustado de R$ 600 milh\u00f5es, alta de 4,2% no trimestre e de 5,1% no ano. A carteira deve chegar a R$ 5,5 bilh\u00f5es, com avan\u00e7o de 9,1% no trimestre e de 33% em 12 meses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O TPV deve somar R$ 133,4 bilh\u00f5es, praticamente igual ao do trimestre anterior. Para o Safra, custos de capta\u00e7\u00e3o menores tamb\u00e9m ajudam a segurar as despesas financeiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda assim, o Citi rebaixou a recomenda\u00e7\u00e3o do PagBank de compra para neutra. Segundo o banco, juros elevados por mais tempo encarecem a capta\u00e7\u00e3o e dificultam a expans\u00e3o do cr\u00e9dito, justamente o motor que sustenta o lucro da empresa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aparente. Enquanto as pr\u00e9vias medem o trimestre, o Citi olha para os riscos \u00e0 frente e para o potencial da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>XP \u00e9 a queridinha do Ita\u00fa BBA e virou d\u00favida no Citi<\/strong><\/p>\n<p>A XP depende menos de cr\u00e9dito e mais da distribui\u00e7\u00e3o de investimentos, da gest\u00e3o de patrim\u00f4nio e das emiss\u00f5es no mercado de capitais. E aqui as casas discordam de verdade. O Ita\u00fa BBA coloca a XP entre suas a\u00e7\u00f5es preferidas no setor financeiro, ao lado de B3 e BTG Pactual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O banco projeta lucro de R$ 1,4 bilh\u00e3o, alta de 1% no trimestre e de 6% no ano, com receita l\u00edquida 8% maior. A capta\u00e7\u00e3o l\u00edquida deve ficar perto de R$ 20 bilh\u00f5es, e as emiss\u00f5es de empresas correm acima do segundo trimestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A margem tamb\u00e9m deve melhorar, porque diminuem as perdas com a remarca\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos de renda fixa, que somaram cerca de R$ 420 milh\u00f5es no primeiro semestre de 2026 (1S26), e caem as comiss\u00f5es pagas aos assessores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As despesas gerais, por outro lado, devem subir cerca de 10% no trimestre. Mesmo assim, o Ita\u00fa BBA v\u00ea espa\u00e7o para estimativas maiores e mant\u00e9m pre\u00e7o justo de US$ 27. A a\u00e7\u00e3o acumulava alta de 94,6% no ano at\u00e9 13 de outubro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Citi pensa diferente. O banco rebaixou a XP de compra para neutra porque juros elevados e incerteza fiscal podem esfriar o apetite por risco, os neg\u00f3cios na bolsa, as emiss\u00f5es e os aportes em produtos de investimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Citi diz que reconhece a qualidade da empresa, mas avalia que o ambiente ficou menos favor\u00e1vel para quem vive de capta\u00e7\u00e3o e de volume. Vale lembrar que rebaixar a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o equivale a prever lucro menor no trimestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PicPay cresce como startup e carrega inadimpl\u00eancia de gente grande<\/strong><\/p>\n<p>O PicPay poupou trabalho dos analistas e divulgou a pr\u00f3pria proje\u00e7\u00e3o. Junto com o balan\u00e7o do segundo trimestre, em 24 de agosto, a empresa estimou lucro l\u00edquido ajustado de R$ 265 milh\u00f5es para o 3T26.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O n\u00famero fica cerca de 6% abaixo dos R$ 283 milh\u00f5es do trimestre anterior. Ainda assim, a companhia espera que a carteira de cr\u00e9dito passe de R$ 31,9 bilh\u00f5es para R$ 34,7 bilh\u00f5es. Ela tamb\u00e9m projeta receita gerencial de R$ 4,04 bilh\u00f5es, receita l\u00edquida de juros (NII, na sigla em ingl\u00eas) de R$ 2,1 bilh\u00f5es e custo de risco entre 3,9% e 4,1%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O segundo trimestre mostrou por que o mercado gosta do PicPay e, ao mesmo tempo, desconfia dele. O lucro ajustado subiu 135% em 12 meses, mas os atrasos acima de 90 dias passaram de 8,9% para 9,8% da carteira. Por isso, o BB Investimentos manteve recomenda\u00e7\u00e3o de compra e classificou o papel como de alto risco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A XP Investimentos ficou mais otimista com o consignado privado, a aposta da empresa para crescer com menos risco. Segundo a casa, o calote na primeira parcela desse produto caiu de cerca de 30% para 8,5%. Mesmo assim, a XP espera que os atrasos acima de 90 dias continuem subindo \u00e0 medida que a carteira envelhece.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Citi tamb\u00e9m segue otimista com a a\u00e7\u00e3o. O banco iniciou a cobertura em fevereiro com recomenda\u00e7\u00e3o de compra e pre\u00e7o alvo de US$ 28, apostando no espa\u00e7o que o PicPay ainda tem para ganhar fatia no cr\u00e9dito \u00e0 pessoa f\u00edsica. Em outubro, manteve a recomenda\u00e7\u00e3o, mas cortou o pre\u00e7o-alvo para US$ 24.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No 3T26, a conta do PicPay \u00e9 aritm\u00e9tica. A empresa precisa entregar os R$ 265 milh\u00f5es que ela mesma prometeu sem deixar o custo de risco escapar da faixa projetada. E, quando a pr\u00f3pria empresa faz a estimativa, errar para baixo pega bem pior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Agibank tenta sair do buraco do consignado<\/strong><\/p>\n<p>O Agibank viveu um ano complicado. As mudan\u00e7as nas regras do consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do consignado privado travaram a concess\u00e3o de empr\u00e9stimos ao longo deste ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Ita\u00fa BBA projeta lucro perto de R$ 200 milh\u00f5es e ROE de 17% no 3T26. O resultado deve melhorar em rela\u00e7\u00e3o ao fundo do po\u00e7o do segundo trimestre, gra\u00e7as \u00e0 retomada do consignado do INSS e \u00e0s receitas de servi\u00e7os. A carteira deve crescer 17% no ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda assim, o custo de risco segue alto, as despesas atrapalham e o n\u00famero fica abaixo da estimativa anterior do banco, que cortou em 5% a proje\u00e7\u00e3o de lucro de 2026 e em 9% a de 2027.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A XP Investimentos, em relat\u00f3rio de 28 de outubro, mant\u00e9m recomenda\u00e7\u00e3o de compra e pre\u00e7o alvo de US$ 10 para o fim de 2027. Os analistas Bernardo Guttmann, Matheus Guimar\u00e3es e Guilherme Meneghetti explicam que a margem consign\u00e1vel menor e as exig\u00eancias de biometria derrubaram a concess\u00e3o de cr\u00e9dito nos dois trimestres anteriores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A casa reduziu em 3% a estimativa de lucro recorrente para 2027 e espera que o consignado do INSS volte ao normal a partir do quarto trimestre (4T26). No consignado privado, a renova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do v\u00ednculo do trabalhador deve facilitar novas concess\u00f5es e a venda de outros produtos. Com a a\u00e7\u00e3o negociada a menos de quatro vezes o lucro esperado para 2027, a XP Investimentos considera o pre\u00e7o atraente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Finsiders Brasil (Internet), em 03\/11\/2026, por Murilo Melo. &nbsp; As fintechs e os bancos digitais brasileiros com a\u00e7\u00f5es nas bolsas norte-americanas come\u00e7am a divulgar na semana que vem os resultados do 3T26. 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