{"id":82200,"date":"2026-10-29T12:32:20","date_gmt":"2026-10-29T15:32:20","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/?p=82200"},"modified":"2026-10-29T12:32:20","modified_gmt":"2026-10-29T15:32:20","slug":"santander-brasil-ve-lucro-recuar-no-terceiro-trimestre-inadimplencia-sobe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/cardclipping\/2026\/10\/santander-brasil-ve-lucro-recuar-no-terceiro-trimestre-inadimplencia-sobe\/","title":{"rendered":"Santander Brasil v\u00ea lucro recuar no terceiro trimestre; inadimpl\u00eancia sobe"},"content":{"rendered":"<p>Valor Econ\u00f4mico (Jornal Impresso), em 29\/10\/2026, por \u00c1lvaro Campos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A queda da margem financeira e o aumento da inadimpl\u00eancia, em meio a um cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico que deve se tornar ainda mais desafiador no pr\u00f3ximo ano, indicam uma trajet\u00f3ria complexa para a recupera\u00e7\u00e3o de rentabilidade da institui\u00e7\u00e3o, agora comandada por Gilson Finkelsztain. O Santander registrou resultado l\u00edquido gerencial de R$ 2,885 bilh\u00f5es entre julho e setembro, o que representa baixa de 4,3% na compara\u00e7\u00e3o com o segundo trimestre e de 28% ante o mesmo trimestre do ano anterior.<\/p>\n<p>A margem financeira bruta ficou em R$ 14,958 bilh\u00f5es, com quedas de 2,5% e 1,6%, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o. O retorno sobre o patrim\u00f4nio (ROE) ficou em 11,9%, ante 12,5% e 17,5%. Para Finkelsztain, se no curto prazo o avan\u00e7o em linhas de menor spread pode afetar a margem financeira, no m\u00e9dio a longo prazo o Santander quer avan\u00e7ar em portf\u00f3lios e servi\u00e7os que tendem a levar a uma maior transacionalidade, \u201ccom mais proximidade com clientes\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia \u00edntegra abaixo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Santander Brasil v\u00ea lucro recuar no terceiro trimestre; inadimpl\u00eancia sobe<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Santander teve lucro em linha com as previs\u00f5es de analistas no terceiro trimestre de 2026, mas as tend\u00eancias operacionais do banco preocupam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A queda da margem financeira e o aumento da inadimpl\u00eancia, em meio a um cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico que deve se tornar ainda mais desafiador no pr\u00f3ximo ano, indicam uma trajet\u00f3ria complexa para a recupera\u00e7\u00e3o de rentabilidade da institui\u00e7\u00e3o, agora comandada por Gilson Finkelsztain.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Santander registrou resultado l\u00edquido gerencial de R$ 2,885 bilh\u00f5es entre julho e setembro, o que representa baixa de 4,3% na compara\u00e7\u00e3o com o segundo trimestre e de 28% ante o mesmo trimestre do ano anterior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A margem financeira bruta ficou em R$ 14,958 bilh\u00f5es, com quedas de 2,5% e 1,6%, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o. O retorno sobre o patrim\u00f4nio (ROE) ficou em 11,9%, ante 12,5% e 17,5%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o n\u00fameros, obviamente, que est\u00e3o abaixo do patamar de rentabilidade que buscamos [pr\u00f3ximo de 20%]. Ao mesmo tempo, precisam ser considerados o cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico que estamos passando e o processo de rebalanceamento do banco. O ambiente macro continua desafiador\u201d, disse Finkelsztain.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO que eu quero dizer com isso? Taxas de juros elevadas, maior endividamento de fam\u00edlias e empresas, pressionando receitas e custo de cr\u00e9dito. O trimestre tamb\u00e9m incorpora alguns casos pontuais no atacado.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Santander encerrou setembro com R$ 721,264 bilh\u00f5es na carteira de cr\u00e9dito ampliada. O saldo avan\u00e7ou 0,9% ao longo do terceiro trimestre e cresceu 4,7% em um ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A carteira de pessoas f\u00edsicas registrou baixas de 0,6% e 0,9%, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o, para R$ 261,808 bilh\u00f5es. Por outro lado, a carteira de grandes empresas atingiu R$ 265,690 bilh\u00f5es, apontando altas de 4,3% e 7,8%, respectivamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Carlos Mu\u00f1iz, vice-presidente financeiro do Santander, a din\u00e2mica da carteira segue apoiada por \u201cum mix mais qualificado\u201d, com maior participa\u00e7\u00e3o de linhas com colateral, al\u00e9m de avan\u00e7o de grandes empresas. \u201cDe forma geral, essa din\u00e2mica reflete em gest\u00e3o ativa do portf\u00f3lio e o foco permanente na rentabilidade ao risco.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/s2-valor.glbimg.com\/krtuUAw0BGAKVfJsS6_envR0pN4=\/0x0:1150x906\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93\/internal_photos\/bs\/2026\/o\/H\/tSNu6FT8alJ9WnEogAuA\/foto31fin-101-santa-c5.jpg\" alt=\"Santander Brasil v\u00ea lucro recuar no terceiro trimestre; inadimpl\u00eancia sobe  | Finan\u00e7as | Valor Econ\u00f4mico\" width=\"695\" height=\"547\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o CEO, a estrat\u00e9gia de cr\u00e9dito adotada pelo banco \u00e9 \u201cvitoriosa no longo prazo\u201d. \u201cDe alguma forma, \u00e9 um ponto comum que o banco vem buscando h\u00e1 algum tempo, a estrat\u00e9gia muito bem desenhada de colocar mais esfor\u00e7o e capital nos segmentos de menor risco. Eu acho que isso vem de alguma forma nos custando [no curto prazo], mas \u00e9 uma estrat\u00e9gia vitoriosa no longo prazo\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sem dar muitos detalhes sobre a nova estrat\u00e9gia, o executivo, que assumiu o posto em julho, disse que \u201ch\u00e1 continuidade nos principais pilares, mas isso n\u00e3o significa in\u00e9rcia\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Finkelsztain, se no curto prazo o avan\u00e7o em linhas de menor spread pode afetar a margem financeira, no m\u00e9dio a longo prazo o Santander quer avan\u00e7ar em portf\u00f3lios e servi\u00e7os que tendem a levar a uma maior transacionalidade, \u201ccom mais proximidade com clientes\u201d. Segundo ele, o banco espera recuperar participa\u00e7\u00e3o de mercado (\u201cmarket share\u201d) nos segmentos de alta renda e de grandes empresas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Santander encerrou o terceiro trimestre com uma inadimpl\u00eancia de 3,4%, ante 3,3% em junho e 2,8% em setembro do ano anterior. A taxa de calotes de pessoa f\u00edsica chegou a 5,5%, ante 5,1% e 4,2%. No caso de pessoas jur\u00eddicas, o indicador ficou em 1,5%, de 1,6% e 1,4%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNo trimestre, o avan\u00e7o refletiu a maior inadimpl\u00eancia em pessoa f\u00edsica, principalmente nos segmentos de baixa renda e agroneg\u00f3cio, diante de um cen\u00e1rio econ\u00f4mico ainda desafiador e de elevado endividamento, sendo parcialmente compensado pela melhora em PMEs\u201d, disse o banco no balan\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mu\u00f1iz diz que casos no atacado totalizam aproximadamente R$ 500 milh\u00f5es de impacto nas provis\u00f5es para devedores duvidosos (PDD). \u201cExcluindo os efeitos pontuais do trimestre, observamos estabilidade [na] despesa recorrente.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As despesas l\u00edquidas com PDD somaram R$ 7,460 bilh\u00f5es no trimestre, com queda de 2,5% ante o trimestre anterior e alta de 14,4% em 12 meses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda assim, o CFO afirma que os portf\u00f3lios que mais trazem preocupa\u00e7\u00e3o, em termos de poss\u00edvel piora da inadimpl\u00eancia, s\u00e3o agro, pequenas empresas e cart\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em cart\u00f5es, antes a deteriora\u00e7\u00e3o estava concentrada na baixa renda, mas agora tamb\u00e9m come\u00e7a a contaminar um pouco a m\u00e9dia renda. \u201cEm alta renda PF e tamb\u00e9m em empresas, temos tido um comportamento razoavelmente bom.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mu\u00f1iz apontou que o Santander tem ampliado a carteira em um ritmo bem inferior ao de alguns pares e que, mesmo assim, conseguir manter a inadimpl\u00eancia em patamares relativamente est\u00e1veis \u00e9 uma \u201cprova\u201d da disciplina do banco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Camila Stolf, diretora de rela\u00e7\u00f5es com investidores do Santander, comentou que o aumento na inadimpl\u00eancia de PF veio muito do agroneg\u00f3cio. \u201cSe a gente olhasse sem a parte do agro que \u00e9 ligada a PF, estar\u00edamos com esse \u00edndice abaixo de 5%, ent\u00e3o teve um impacto relevante de quase 60 pontos-base no indicador e, se a gente fosse olhar o delta trimestral, teria sido de 14 pontos.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Analistas destacaram que os resultados do Santander trazem tend\u00eancias operacionais fracas. Para o J.P. Morgan, o lucro antes de impostos ficou 28% abaixo do previsto, e a margem financeira, 4% menor do que eles haviam projetado. \u201cNotadamente, a margem caiu de novo, 30 pontos-base, o que pode ter um efeito de carrego negativo nos modelos.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do Citi, a qualidade dos ativos continuou a pressionar os resultados. \u201cNo entanto, a modera\u00e7\u00e3o na inadimpl\u00eancia de curto prazo \u00e9 um indicador positivo e poder\u00e1 apontar para uma redu\u00e7\u00e3o gradual das press\u00f5es de cr\u00e9dito no futuro.\u201d As units do banco encerraram o preg\u00e3o em queda de 5,88%, a R$ 24,35.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valor Econ\u00f4mico (Jornal Impresso), em 29\/10\/2026, por \u00c1lvaro Campos. &nbsp; A queda da margem financeira e o aumento da inadimpl\u00eancia, em meio a um cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico que deve se tornar ainda mais desafiador no pr\u00f3ximo ano, indicam uma trajet\u00f3ria complexa para a recupera\u00e7\u00e3o de rentabilidade da institui\u00e7\u00e3o, agora comandada por Gilson Finkelsztain. 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