{"id":81978,"date":"2026-10-21T13:17:21","date_gmt":"2026-10-21T16:17:21","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/?p=81978"},"modified":"2026-10-21T13:17:21","modified_gmt":"2026-10-21T16:17:21","slug":"parcerias-com-bancos-ganham-espaco-na-estrategia-das-fintechs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/cardclipping\/2026\/10\/parcerias-com-bancos-ganham-espaco-na-estrategia-das-fintechs\/","title":{"rendered":"Parcerias com bancos ganham espa\u00e7o na estrat\u00e9gia das fintechs"},"content":{"rendered":"<p>Finsiders (Internet), em 20\/10\/2026, por Amanda Meneses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Executivos do mercado financeiro veem menos espa\u00e7o para a disrup\u00e7\u00e3o e mais oportunidades de parceria entre fintechs e grandes bancos, \u00e0 medida que as institui\u00e7\u00f5es tradicionais ampliam suas estruturas de tecnologia. A avalia\u00e7\u00e3o foi feita durante o \u201cFintech View\u201c. No evento, os especialistas apontaram oportunidades em nichos da cadeia financeira e na oferta de solu\u00e7\u00f5es de infraestrutura para o setor.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das mudan\u00e7as na rela\u00e7\u00e3o com os grandes bancos, o cen\u00e1rio econ\u00f4mico mais restritivo e os crit\u00e9rios mais rigorosos para a aloca\u00e7\u00e3o de capital tamb\u00e9m tornaram os investimentos mais seletivos. O embedded finance ganha for\u00e7a ao permitir a integra\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os financeiros a ecossistemas e plataformas de terceiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia \u00edntegra abaixo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Parcerias com bancos ganham espa\u00e7o na estrat\u00e9gia das fintechs<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Executivos do mercado financeiro veem menos espa\u00e7o para a disrup\u00e7\u00e3o e mais oportunidades de parceria entre fintechs e grandes bancos, \u00e0 medida que as institui\u00e7\u00f5es tradicionais ampliam suas estruturas de tecnologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o foi feita durante o \u201cFintech View\u201c, realizado em S\u00e3o Paulo na quinta-feira (15\/10). No evento, os especialistas apontaram oportunidades em nichos da cadeia financeira e na oferta de solu\u00e7\u00f5es de infraestrutura para o setor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo os palestrantes, os bancos contam hoje com grandes centros de tecnologia. Por isso, \u00e9 mais dif\u00edcil que sejam facilmente \u201cdisruptados\u201d, como aconteceu no passado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNa minha avalia\u00e7\u00e3o, o crescimento das fintechs est\u00e1 muito mais ligado \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o com essas institui\u00e7\u00f5es, \u00e0 busca por um crescimento sustent\u00e1vel e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de escala de forma sustent\u00e1vel do que a uma nova onda de disrup\u00e7\u00e3o\u201d, disse Carolina Morandini, diretora do Fintech Innovation Lab Latam da Accenture.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Parcerias ajudam fintechs a ganhar escala<\/strong><\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, segundo Carolina, o ecossistema de parceiros se torna essencial. Afinal, \u00e9 dif\u00edcil sustentar um neg\u00f3cio de forma independente quando a empresa ainda n\u00e3o atingiu um n\u00edvel elevado de maturidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por isso, uma alternativa \u00e9 complementar uma solu\u00e7\u00e3o desenvolvida em parceria com uma institui\u00e7\u00e3o financeira. \u00c9 justamente na transi\u00e7\u00e3o entre a prova de conceito (POC) e a escala que essas parcerias ganham import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso ocorre porque bancos e institui\u00e7\u00f5es financeiras oferecem acesso \u00e0 base de clientes, legitimidade e oportunidades de neg\u00f3cio. Em contrapartida, as fintechs contribuem com agilidade e solu\u00e7\u00f5es desenvolvidas para atender a necessidades espec\u00edficas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO ponto \u00e9 que muita gente tem na cabe\u00e7a que uma fintech que deu certo virou um banco grande. N\u00e3o necessariamente. Uma fintech pode buscar a escala que ela precisa para se viabilizar num nicho, e esse nicho dentro de um banco do tamanho do Bradesco, por exemplo\u201d, disse Sergio Costantini, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Fintechs (ABFintechs).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito e pagamentos abrem espa\u00e7o para novos neg\u00f3cios<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os executivos afirmaram que nenhuma empresa atende a toda a cadeia financeira. Consequentemente, h\u00e1 oportunidades em diferentes segmentos, o que amplia o espa\u00e7o para parcerias entre fintechs e grandes institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Sergio, esse movimento ganha relev\u00e2ncia diante da perspectiva de redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de fintechs em meio ao aperto regulat\u00f3rio. Nesse contexto, as empresas que permanecerem no mercado poder\u00e3o encontrar oportunidades para solucionar defici\u00eancias das grandes institui\u00e7\u00f5es, como a oferta de cr\u00e9dito para pequenas empresas, as chamadas \u201cPJotinhas\u201d, segmento que ainda enfrenta dificuldades de atendimento pelos bancos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cVejo muito qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o que ela vai assumir na cadeia da estrutura dos trilhos financeiros existentes. Vai ser uma infraestrutura de decis\u00e3o de cr\u00e9dito, uma infraestrutura de cobran\u00e7a, uma infra de preven\u00e7\u00e3o a fraudes? Que posi\u00e7\u00e3o ela decide ocupar numa cadeia que j\u00e1 existe e com qual diferencial que hoje os players incumbentes n\u00e3o t\u00eam? Tamb\u00e9m se ela vai beber na distribui\u00e7\u00e3o e na escala do parceiro a que ela se plugar\u201d, questionou Renata Petrovic, respons\u00e1vel pela \u00e1rea de inova\u00e7\u00e3o do Bradesco e l\u00edder do ecossistema Inovabra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO cr\u00e9dito continua uma \u00e1rea superforte, a parte de trilhos de pagamentos internacionais \u00e9 uma \u00e1rea superquente tamb\u00e9m, cyber, e a parte de tecnologia est\u00e1 muito voltada para execu\u00e7\u00e3o com a IA\u201d, completou ela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/uploads.finsidersbrasil.com.br\/2026\/10\/DESTAQUE-Inovabra-out-2026-1000x563.jpg\" alt=\"Parcerias com bancos ganham espa\u00e7o na estrat\u00e9gia das fintechs\" width=\"700\" height=\"394\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Da esq. para a dir., Jo\u00e3o Bezerra Leite; Renata Petrovic\/Bradesco e inovabra; Carolina Morandini\/Accenture; e Sergio Constantini\/ABFintechs | Imagem: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Investimentos migram para a infraestrutura financeira<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m das mudan\u00e7as na rela\u00e7\u00e3o com os grandes bancos, o cen\u00e1rio econ\u00f4mico mais restritivo e os crit\u00e9rios mais rigorosos para a aloca\u00e7\u00e3o de capital tamb\u00e9m tornaram os investimentos mais seletivos. Com isso, startups e fintechs precisaram se adaptar e amadurecer seus modelos de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse contexto, as empresas que optam pelo bootstrapping [come\u00e7ar um neg\u00f3cio a partir de recursos limitados, sem o apoio de investidores] precisam financiar o pr\u00f3prio crescimento. J\u00e1 aquelas que buscam recursos externos devem demonstrar que t\u00eam fundamentos s\u00f3lidos para sustentar a expans\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se antes a prioridade era conquistar usu\u00e1rios e ganhar escala a qualquer custo, agora a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 entender como crescer de forma sustent\u00e1vel e estruturar um modelo de neg\u00f3cio capaz de sustentar essa expans\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cExiste um olhar muito mais criterioso para a estrutura das fintechs. N\u00e3o \u00e9 que o capital secou. Os investimentos continuam. Vemos uma concentra\u00e7\u00e3o absurda na parte de IA a n\u00edvel global, mas a gente v\u00ea muitas fintechs aqui no Brasil, em \u00e1reas espec\u00edficas, mas acho que a \u00e1rea de cr\u00e9dito, por exemplo, sempre foi uma \u00e1rea que rendeu muitos investimentos. Talvez a mudan\u00e7a que eu possa mencionar, como fintechs de cr\u00e9dito, vemos muito mais infraestrutura de cr\u00e9dito do que a interface em si. Muito mais nos motores de decis\u00e3o, na infra de dados, nas conex\u00f5es entre as plataformas\u201d, citou Renata.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a tamb\u00e9m se reflete no tipo de tecnologia que ganha espa\u00e7o no mercado. Para a executiva, a inova\u00e7\u00e3o est\u00e1 cada vez mais concentrada nos motores de decis\u00e3o, na infraestrutura de dados e nas conex\u00f5es entre plataformas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse sentido, o embedded finance ganha for\u00e7a ao permitir a integra\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os financeiros a ecossistemas e plataformas de terceiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Trata-se, portanto, de uma mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao passado, quando a disrup\u00e7\u00e3o estava mais concentrada na superf\u00edcie, especialmente na experi\u00eancia do usu\u00e1rio e nos canais de atendimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agora, a tecnologia se torna cada vez mais invis\u00edvel, operando nos bastidores para viabilizar servi\u00e7os financeiros e conectar diferentes partes da cadeia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Finsiders (Internet), em 20\/10\/2026, por Amanda Meneses. &nbsp; Executivos do mercado financeiro veem menos espa\u00e7o para a disrup\u00e7\u00e3o e mais oportunidades de parceria entre fintechs e grandes bancos, \u00e0 medida que as institui\u00e7\u00f5es tradicionais ampliam suas estruturas de tecnologia. 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