{"id":81595,"date":"2026-10-07T12:13:48","date_gmt":"2026-10-07T15:13:48","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/?p=81595"},"modified":"2026-10-07T12:13:48","modified_gmt":"2026-10-07T15:13:48","slug":"nubank-cresce-o-dobro-do-mercado-de-cartoes-e-os-bancoes-assistem-a-festa-pela-janela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/cardclipping\/2026\/10\/nubank-cresce-o-dobro-do-mercado-de-cartoes-e-os-bancoes-assistem-a-festa-pela-janela\/","title":{"rendered":"Nubank cresce o dobro do mercado de cart\u00f5es, e os banc\u00f5es assistem \u00e0 festa pela janela"},"content":{"rendered":"<p>Finsiders Brasil (Internet), em 06\/10\/2026, por Murilo Melo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os quatro maiores bancos tradicionais do Pa\u00eds perderam terreno no cart\u00e3o de cr\u00e9dito no 2T26. Ita\u00fa, Bradesco, BB e Santander cresceram abaixo da m\u00e9dia do mercado, enquanto Nubank, C6, Inter e as cooperativas de cr\u00e9dito avan\u00e7aram bem acima dela. O caso mais extremo ficou com o PicPay, que ampliou em 56% o volume processado no cart\u00e3o em apenas um ano.<\/p>\n<p>O retrato aparece em relat\u00f3rio do BTG Pactual, assinado pelos analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale, que cruzou os rankings da consultoria CardMonitor sobre emissores de cart\u00e3o. Os n\u00fameros mostram uma redistribui\u00e7\u00e3o silenciosa do mercado, em que os grandes continuam grandes, s\u00f3 que cada vez menos donos do crescimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia \u00edntegra abaixo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nubank cresce o dobro do mercado de cart\u00f5es, e os banc\u00f5es assistem \u00e0 festa pela janela<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os quatro maiores bancos tradicionais do Pa\u00eds perderam terreno no cart\u00e3o de cr\u00e9dito no segundo trimestre deste ano (2T26). Ita\u00fa, Bradesco, Banco do Brasil (BB) e Santander cresceram abaixo da m\u00e9dia do mercado, enquanto Nubank, C6, Inter e as cooperativas de cr\u00e9dito avan\u00e7aram bem acima dela. O caso mais extremo ficou com o PicPay, que ampliou em 56% o volume processado no cart\u00e3o em apenas um ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O retrato aparece em relat\u00f3rio do BTG Pactual, assinado pelos analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale, que cruzou os rankings da consultoria Card Monitor sobre emissores de cart\u00e3o. Os n\u00fameros mostram uma redistribui\u00e7\u00e3o silenciosa do mercado, em que os grandes continuam grandes, s\u00f3 que cada vez menos donos do crescimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/uploads.finsidersbrasil.com.br\/2026\/10\/DESTAQUE-ascencao-cartoes-fintechs-1000x563.jpg\" alt=\"Imagem gerada por IA - ChatGPT\/OpenAI\" width=\"725\" height=\"408\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem gerada por IA &#8211; ChatGPT\/OpenAI<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para medir o tamanho do atraso, a r\u00e9gua \u00e9 o pr\u00f3prio setor. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Cart\u00f5es de Cr\u00e9dito e Servi\u00e7os (Abecs), as compras no cart\u00e3o de cr\u00e9dito cresceram 11,4% em um ano no segundo trimestre. Quem ficou abaixo desse ritmo perdeu participa\u00e7\u00e3o, e foi exatamente isso que aconteceu com os quatro banc\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os quatro grandes andam, s\u00f3 que devagar<\/strong><\/p>\n<p>O Ita\u00fa segue no topo com folga. Processou R$ 206 bilh\u00f5es no trimestre e det\u00e9m 24,3% do mercado, afirmam os analistas. Ainda assim, cresceu 10,4% em um ano, um degrau abaixo do setor. Logo atr\u00e1s, o Bradesco avan\u00e7ou 8,8%, para R$ 99,5 bilh\u00f5es, e o BB subiu 5,5%, para R$ 86,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Santander, por sua vez, protagonizou o caso mais constrangedor da lista. Cresceu apenas 2,6%, para R$ 76,1 bilh\u00f5es, menos de um quarto do ritmo do mercado. Com isso, ficou com 9% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Somados, os quatro ainda concentram 55,3% de tudo o que passa no cart\u00e3o de cr\u00e9dito no Pa\u00eds. Fatia grande, sem d\u00favida. Acontece que fatia de mercado n\u00e3o \u00e9 escritura de im\u00f3vel, e cada trimestre abaixo da m\u00e9dia tira um peda\u00e7o dela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Nubank encosta<\/strong><\/p>\n<p>Do outro lado da mesa, o Nubank processou R$ 128,5 bilh\u00f5es, alta de 23,5% em um ano e de 6% sobre o primeiro trimestre. A fintech roxa cresceu, portanto, mais que o dobro do mercado e manteve a segunda posi\u00e7\u00e3o do ranking, com 15,2% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A dist\u00e2ncia para o Ita\u00fa hoje est\u00e1 em 9,1 pontos percentuais, segundo c\u00e1lculos do BTG. Para quem nasceu como um cart\u00e3o roxo sem anuidade h\u00e1 pouco mais de uma d\u00e9cada, o n\u00famero diz bastante sobre a velocidade da mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PicPay, o caso extremo<\/strong><\/p>\n<p>Se o Nubank mostra a mudan\u00e7a em escala, o PicPay mostra a mudan\u00e7a em acelera\u00e7\u00e3o. A fintech verde processou R$ 12,8 bilh\u00f5es no trimestre, alta de 56% em um ano e de 15,2% em apenas tr\u00eas meses. Chegou, assim, a 1,5% do mercado. No semestre, somou R$ 24 bilh\u00f5es, avan\u00e7o de 54,2%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A base ainda \u00e9 pequena perto dos gigantes. Por\u00e9m, um ritmo quase cinco vezes maior que o do setor costuma chamar a aten\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 no topo, e por bons motivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Da mesma forma, outros digitais seguiram acima da m\u00e9dia. O C6 Bank cresceu 18,4%, para R$ 18,5 bilh\u00f5es, com 2,2% de participa\u00e7\u00e3o. O Inter avan\u00e7ou 17,7%, para R$ 17,1 bilh\u00f5es, e alcan\u00e7ou 2%. A exce\u00e7\u00e3o entre eles ficou com a XP, que subiu 8,7%, para R$ 13,1 bilh\u00f5es, abaixo do mercado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As cooperativas de cr\u00e9dito tamb\u00e9m entraram na festa. O Sicredi cresceu 15,6%, para R$ 24,1 bilh\u00f5es, o Sicoob avan\u00e7ou 16,1%, para R$ 23,4 bilh\u00f5es, e a Unicred subiu 20,5%, para R$ 3,1 bilh\u00f5es. O Porto Bank, por outro lado, cresceu 9,9%, para R$ 18,1 bilh\u00f5es, e ficou levemente abaixo da m\u00e9dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Curiosamente, o \u00fanico grande banco tradicional a escapar da lentid\u00e3o foi justamente o estatal de varejo. A Caixa Econ\u00f4mica Federal cresceu 17,2% em um ano, para R$ 25,7 bilh\u00f5es, e manteve 3% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Banc\u00f5es recuperam terreno na adquir\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto perdem espa\u00e7o como emissores, os grandes bancos recuperam terreno em outra ponta do neg\u00f3cio: a adquir\u00eancia. A Rede, do Ita\u00fa, liderou o avan\u00e7o do trimestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ganhou 0,4 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro trimestre e chegou a 25,2% do mercado. Em um ano, a evolu\u00e7\u00e3o impressiona ainda mais, j\u00e1 que a empresa tinha 21,9% no segundo trimestre de 2025. Ou seja, somou 3,3 pontos percentuais em doze meses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, subiu 0,1 ponto, para 18,9%, e segue est\u00e1vel h\u00e1 tr\u00eas trimestres. A Getnet, do Santander, terminou o per\u00edodo com 12,9%. Juntas, as tr\u00eas maquininhas ligadas aos banc\u00f5es somam 57% do mercado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do lado das independentes, o clima \u00e9 outro. A Stone perdeu 0,2 ponto e recuou para 9,4%, enquanto o PagBank fechou o trimestre com 9%. O BTG n\u00e3o esconde o pessimismo com o grupo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cOntem, discutimos nossas expectativas para as adquirentes brasileiras, ressaltando que o ambiente operacional dif\u00edcil e a din\u00e2mica desfavor\u00e1vel de curto prazo devem persistir. As perdas de participa\u00e7\u00e3o registradas por ambas as empresas nos \u00faltimos trimestres parecem coerentes com essa vis\u00e3o\u201d, afirmam os analistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto isso, um bloco sem nome pr\u00f3prio ganha peso. A categoria \u201coutros\u201d j\u00e1 responde por 15% do mercado, e o Card Monitor aponta o Mercado Pago como prov\u00e1vel maior integrante desse grupo. Em outras palavras, a fintech argentina pode j\u00e1 ser maior que Stone e PagBank, s\u00f3 que escondida na linha de baixo da tabela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E o calote?<\/strong><\/p>\n<p>Toda vez que algu\u00e9m cresce r\u00e1pido no cr\u00e9dito, surge a desconfian\u00e7a de que est\u00e1 aceitando qualquer cliente. Os n\u00fameros de inadimpl\u00eancia acima de 90 dias, conhecida no mercado como NPL (sigla em ingl\u00eas para non performing loans, ou empr\u00e9stimos problem\u00e1ticos), contam outra hist\u00f3ria no caso do Nubank.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na faixa de renda de massa, o \u00edndice do Nubank ficou em 8,7%, contra 14,4% das institui\u00e7\u00f5es dos segmentos S1 e S2 e 20,6% das institui\u00e7\u00f5es dos segmentos S3 a S5. Essa classifica\u00e7\u00e3o, criada pelo Banco Central (BC), separa as institui\u00e7\u00f5es por porte e relev\u00e2ncia. O S1 re\u00fane os maiores bancos, e os n\u00fameros seguintes v\u00e3o descendo de tamanho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na faixa intermedi\u00e1ria, chamada pelo Nubank de super core, o \u00edndice ficou em 7,1%, contra 7,6% e 13,5%, respectivamente. J\u00e1 na alta renda, o Nubank registrou 5,7%, abaixo dos 8,7% do grupo S3 a S5, por\u00e9m acima dos 3,9% dos grandes bancos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre os grandes, o BB liderou a piora da inadimpl\u00eancia no segundo trimestre, segundo o BTG. Nos segmentos menores, dados do BC dispon\u00edveis at\u00e9 mar\u00e7o apontam o Banco de Bras\u00edlia (BRB) como o maior respons\u00e1vel pela alta, seguido pelo Banco CSF, financeira ligada ao Carrefour, e pela Porto Seguro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cOs efeitos de composi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m importam, j\u00e1 que institui\u00e7\u00f5es com \u00edndices de inadimpl\u00eancia estruturalmente mais altos ganharam participa\u00e7\u00e3o de mercado. Ainda assim, essas compara\u00e7\u00f5es devem ser tratadas com cautela, dadas as revis\u00f5es recentes nos dados do Banco Central\u201d, escrevem os analistas do BTG.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Finsiders Brasil (Internet), em 06\/10\/2026, por Murilo Melo. &nbsp; Os quatro maiores bancos tradicionais do Pa\u00eds perderam terreno no cart\u00e3o de cr\u00e9dito no 2T26. Ita\u00fa, Bradesco, BB e Santander cresceram abaixo da m\u00e9dia do mercado, enquanto Nubank, C6, Inter e as cooperativas de cr\u00e9dito avan\u00e7aram bem acima dela. 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