{"id":81561,"date":"2026-10-06T12:06:58","date_gmt":"2026-10-06T15:06:58","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/?p=81561"},"modified":"2026-10-06T12:06:58","modified_gmt":"2026-10-06T15:06:58","slug":"cartao-corporativo-deixa-de-ser-apenas-meio-de-pagamento-e-vira-porta-de-entrada-das-fintechs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/cardclipping\/2026\/10\/cartao-corporativo-deixa-de-ser-apenas-meio-de-pagamento-e-vira-porta-de-entrada-das-fintechs\/","title":{"rendered":"Cart\u00e3o corporativo deixa de ser apenas meio de pagamento e vira porta de entrada das fintechs"},"content":{"rendered":"<p>Finsiders Brasil (Internet), em 05\/10\/2026, por Amanda Meneses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A presta\u00e7\u00e3o de contas d\u00e1 lugar \u00e0 captura da despesa no momento em que ela acontece, enquanto o produto passa a ocupar tamb\u00e9m a fun\u00e7\u00e3o de ferramenta de gest\u00e3o. Para as empresas, a l\u00f3gica \u00e9 a facilidade. Para as fintechs, por outro lado, a tend\u00eancia representa uma porta de entrada importante para conquistar clientes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os cart\u00f5es corporativos podem fornecer dados importantes para as fintechs. O dado de despesa \u00e9 especialmente rico porque mostra como a empresa realmente opera. Tamb\u00e9m permite acompanhar em que ela investe e se os pagamentos a fornecedores ocorrem em dia &#8211; fornece um retrato vivo do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia \u00edntegra abaixo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cart\u00e3o corporativo deixa de ser apenas meio de pagamento e vira porta de entrada das fintechs<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O cart\u00e3o corporativo est\u00e1 deixando de ser apenas um meio de pagamento para se tornar uma pe\u00e7a da infraestrutura financeira das empresas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A presta\u00e7\u00e3o de contas d\u00e1 lugar \u00e0 captura da despesa no momento em que ela acontece, enquanto o produto passa a ocupar tamb\u00e9m a fun\u00e7\u00e3o de ferramenta de gest\u00e3o. Para as empresas, a l\u00f3gica \u00e9 a facilidade. Para as fintechs, por outro lado, a tend\u00eancia representa uma porta de entrada importante para conquistar clientes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em vez de exigir que o colaborador pague as despesas do pr\u00f3prio bolso e depois solicite o reembolso, o modelo atual permite emitir cart\u00f5es, frequentemente virtuais, para cada funcion\u00e1rio, projeto ou fornecedor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A empresa tamb\u00e9m estabelece previamente as regras de uso, como limites de valor, categorias e tipos de estabelecimento permitidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cVirou ferramenta de gest\u00e3o, mas quem faz a gest\u00e3o \u00e9 o software. O cart\u00e3o virou o ponto em que a pol\u00edtica da empresa \u00e9 aplicada no momento do pagamento. O controle passou a acontecer antes, n\u00e3o depois. Mas estamos falando das despesas dos funcion\u00e1rios: viagem, combust\u00edvel, software, an\u00fancio. \u00c9 importante, mas \u00e9 a menor parte do que uma empresa paga\u201d, explica Edson Santos, fundador e s\u00f3cio da Colink.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/uploads.finsidersbrasil.com.br\/2026\/10\/DESTAQUE-cartao-corporativo-1000x563.jpg\" alt=\"Cart\u00e3o corporativo vira ferramenta de gest\u00e3o e atrai fintechs\" width=\"707\" height=\"398\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De benef\u00edcio para grandes empresas a ferramenta para PMEs<\/strong><\/p>\n<p>O produto resolve uma dor importante, que \u00e9 a presta\u00e7\u00e3o de contas. A mudan\u00e7a nesse mercado, por\u00e9m, tamb\u00e9m acompanha uma evolu\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio setor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por muito tempo, o cart\u00e3o corporativo no Brasil era visto como um produto de empresa grande. Agora, pequenas e m\u00e9dias empresas tamb\u00e9m ganham espa\u00e7o nessa estrutura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A fus\u00e3o entre os meios de pagamento e as camadas de software, por meio de Interfaces de Programa\u00e7\u00e3o de Aplica\u00e7\u00f5es (APIs) e Open Finance, tamb\u00e9m representou uma virada de chave.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de despesas como viagem e combust\u00edvel, o digital hoje est\u00e1 entre as despesas que mais crescem nas empresas. Rafael Mattos Lodi, diretor de alian\u00e7as e parcerias da Conta Simples, pontua que produtos como m\u00eddia no Meta e no Google, Software como Servi\u00e7o (SaaS), nuvem e ferramentas cobradas em d\u00f3lar tornam o cart\u00e3o corporativo uma escolha natural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O produto, inclusive, \u00e9 considerado uma porta de entrada interessante porque resolve uma dor que a empresa sente toda semana. Com isso, a barreira de entrada diminui bastante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cTrocar o banco principal de uma empresa \u00e9 uma decis\u00e3o pesada: folha, cobran\u00e7a, relacionamento com o gerente, cr\u00e9dito. Testar um cart\u00e3o para pagar a m\u00eddia paga ou os softwares do time \u00e9 uma decis\u00e3o pequena, que o s\u00f3cio ou o financeiro toma em uma tarde. Tem ainda um ponto que pouca gente comenta: o cart\u00e3o coloca a gente dentro da opera\u00e7\u00e3o da empresa, n\u00e3o s\u00f3 do caixa\u201d, diz Rafael.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Inicialmente, a ado\u00e7\u00e3o do cart\u00e3o corporativo ficou concentrada em empresas de tecnologia e scale-ups, companhias em fase de crescimento acelerado. O movimento foi alavancado, principalmente, pela necessidade de pagar infraestrutura em nuvem e m\u00eddia digital.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, hoje a expans\u00e3o chega rapidamente ao middle market, segmento de empresas de m\u00e9dio porte, e \u00e0s grandes corpora\u00e7\u00f5es de setores tradicionais, como agroneg\u00f3cio, log\u00edstica, servi\u00e7os e varejo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cQualquer empresa com for\u00e7a de vendas externa, filiais ou gastos descentralizados percebe o enorme custo oculto de processar notas e reembolsos manuais\u201d, diz Eduardo Goni, diretor-executivo (CEO) do Rendimento Pay.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cart\u00e3o aproxima fintechs da opera\u00e7\u00e3o financeira<\/strong><\/p>\n<p>Embora geralmente concentrem uma pequena parcela dos gastos empresariais, os cart\u00f5es corporativos podem fornecer dados importantes para as fintechs.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O dado de despesa \u00e9 especialmente rico porque mostra como a empresa realmente opera. Tamb\u00e9m permite acompanhar em que ela investe e se os pagamentos a fornecedores ocorrem em dia. Ou seja, fornece um retrato vivo do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA institui\u00e7\u00e3o ganha uma radiografia operacional em tempo real da sa\u00fade da empresa, superando a vis\u00e3o est\u00e1tica e defasada dos balan\u00e7os cont\u00e1beis tradicionais. Concentrar os gastos no cart\u00e3o revela a granularidade das despesas, al\u00e9m do ritmo de execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria do neg\u00f3cio. Os dados transacionais transformam a abordagem comercial de reativa para totalmente preditiva e contextualizada\u201d, afirma Eduardo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o hist\u00f3rico ajuda a identificar padr\u00f5es que uma an\u00e1lise baseada apenas no balan\u00e7o nem sempre mostra com a mesma frequ\u00eancia. Entre eles est\u00e3o sazonalidade, concentra\u00e7\u00e3o de gastos, recorr\u00eancia de fornecedores e diferen\u00e7a entre o or\u00e7amento previsto e a despesa realizada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa estrat\u00e9gia tamb\u00e9m coloca as fintechs em uma disputa mais direta pela rela\u00e7\u00e3o financeira com as empresas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSobretudo pela rotina do cliente. Quem re\u00fane o cart\u00e3o, as regras de despesa e a informa\u00e7\u00e3o que chega ao financeiro passa a participar de decis\u00f5es que antes ficavam espalhadas entre banco, software de gest\u00e3o e planilhas internas. Isso abre espa\u00e7o para disputar outros servi\u00e7os, mas a concorr\u00eancia n\u00e3o se decide pelo n\u00famero de produtos no aplicativo\u201d, aponta Raphael Monteiro, s\u00f3cio da Finscale.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para as fintechs, ter a marca na carteira do cliente e gerar uma fatura mensal recorrente abre portas para contatos frequentes e maior fideliza\u00e7\u00e3o. Essa rela\u00e7\u00e3o se consolida \u00e0 medida que o cart\u00e3o oferece um controle de gastos eficiente e simplifica a presta\u00e7\u00e3o de contas do departamento financeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Do cart\u00e3o a cr\u00e9dito, Pix e gest\u00e3o de caixa<\/strong><\/p>\n<p>Segundo os executivos, n\u00e3o existe uma sequ\u00eancia \u00fanica para a evolu\u00e7\u00e3o dos produtos. Em uma empresa cuja principal dor \u00e9 controlar despesas de equipes, o cart\u00e3o corporativo pode vir primeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dependendo do cliente, tamb\u00e9m podem fazer sentido uma conta PJ, pagamentos por Pix, solu\u00e7\u00f5es para despesas internacionais ou cr\u00e9dito para necessidades espec\u00edficas de caixa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO caminho mais natural \u00e9 a conta PJ. Se o dinheiro j\u00e1 est\u00e1 saindo por aqui, faz sentido que ele entre por aqui tamb\u00e9m, e ent\u00e3o v\u00eam Pix, boleto e pagamento de fornecedores. Da\u00ed para gest\u00e3o de contas a pagar \u00e9 um passo curto: a empresa quer ver cart\u00e3o, boleto e Pix no mesmo lugar, com a mesma l\u00f3gica de aprova\u00e7\u00e3o e categoriza\u00e7\u00e3o\u201d, aponta Raphael.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois, vem o cr\u00e9dito, e a rela\u00e7\u00e3o ganha outra profundidade. Entram, por exemplo, limite maior no cart\u00e3o, prazo para pagar fornecedor e capital de giro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m entram as integra\u00e7\u00f5es com Planejamento de Recursos Empresariais (ERP, na sigla em ingl\u00eas) e sistemas cont\u00e1beis. Para o financeiro, segundo o s\u00f3cio da Finscale, o maior ganho est\u00e1 na concilia\u00e7\u00e3o que j\u00e1 chega pronta para o contador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando uma fintech entra pelo cart\u00e3o corporativo, consegue avan\u00e7ar sobre uma rela\u00e7\u00e3o que tradicionalmente pertence aos bancos. Isso ocorre por meio da superioridade na experi\u00eancia do usu\u00e1rio (UX), da flexibilidade tecnol\u00f3gica e da velocidade de atendimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nessa din\u00e2mica, os primeiros impactados s\u00e3o os servi\u00e7os de liquidez de curto prazo e as ferramentas tradicionais de tesouraria. Conforme o cart\u00e3o corporativo passa a gerenciar os prazos das despesas correntes, a depend\u00eancia de linhas de cr\u00e9dito emergenciais, como limites de conta corporativa ou giro de curt\u00edssimo prazo, cai.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNo B2B [de empresa para empresa], j\u00e1 tivemos cart\u00e3o de fomento para pequenas empresas comprarem m\u00e1quinas e insumos, h\u00e1 parcelamento entre empresas come\u00e7ando a aparecer e o cart\u00e3o paga fornecedor em alguns nichos. Tudo isso segue marginal diante do boleto e da duplicata. \u00c9 por isso que a disputa de verdade vai ser por quem conseguir juntar cr\u00e9dito e pagamento na compra entre empresas\u201d, diz o executivo da Colink.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Finsiders Brasil (Internet), em 05\/10\/2026, por Amanda Meneses. &nbsp; A presta\u00e7\u00e3o de contas d\u00e1 lugar \u00e0 captura da despesa no momento em que ela acontece, enquanto o produto passa a ocupar tamb\u00e9m a fun\u00e7\u00e3o de ferramenta de gest\u00e3o. Para as empresas, a l\u00f3gica \u00e9 a facilidade. 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