{"id":81335,"date":"2026-09-28T12:10:40","date_gmt":"2026-09-28T15:10:40","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/?p=81335"},"modified":"2026-09-28T12:10:40","modified_gmt":"2026-09-28T15:10:40","slug":"bancos-decidem-cortar-exigencias-e-disputam-fortunas-com-family-offices","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/cardclipping\/2026\/09\/bancos-decidem-cortar-exigencias-e-disputam-fortunas-com-family-offices\/","title":{"rendered":"Bancos decidem cortar exig\u00eancias e disputam fortunas com family offices"},"content":{"rendered":"<p>O Estado de S.Paulo (Jornal Impresso), em 28\/09\/2026, por Beatriz Rocha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Grandes bancos t\u00eam ampliado as suas estruturas de private banking para disputar territ\u00f3rio com os multi family offices (MFOs) independentes e atrair o p\u00fablico de alta renda. Para o investidor, o movimento pode tanto ampliar as op\u00e7\u00f5es de atendimento quanto diminuir os custos dos servi\u00e7os oferecidos. Bancos passaram a incorporar servi\u00e7os de gest\u00e3o e consultoria remunerados por fees, aproximando sua forma de cobran\u00e7a da praticada pelos MFOs.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de aprimorar os segmentos de private, os bancos tamb\u00e9m t\u00eam desenvolvido seus pr\u00f3prios MFOs \u2013 estrat\u00e9gia adotada por Santander e Bradesco. Outro movimento envolve oferecer servi\u00e7os de atendimento para multi family offices independentes, linha do C6 Bank.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia \u00edntegra abaixo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bancos decidem cortar exig\u00eancias e disputam fortunas com family offices<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Grandes bancos t\u00eam ampliado as suas estruturas de private banking, servi\u00e7o focado nas grandes fortunas, para disputar territ\u00f3rio com os multi family offices (MFOs) independentes e atrair o p\u00fablico de alta renda. Para o investidor, o movimento pode tanto ampliar as op\u00e7\u00f5es de atendimento quanto diminuir os custos dos servi\u00e7os oferecidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 diferen\u00e7as entre as duas estruturas. O private banking faz parte de um banco e, portanto, concentra o atendimento dentro da estrutura da institui\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o MFO, que geralmente prop\u00f5e uma \u201cabordagem 360\u00ba\u201d da gest\u00e3o patrimonial com planejamento tribut\u00e1rio e sucess\u00f3rio, atua de forma independente e pode acompanhar o patrim\u00f4nio do cliente em diferentes empresas financeiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.sommainvestimentos.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/accounting-office-and-business-people-with-notebo-2025-04-06-03-32-00-utc-scaled.jpg\" alt=\"Family Office, Wealth Management ou Private Banking\" width=\"726\" height=\"383\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas agora os bancos, antes concentrados na parte de investimentos e produtos, t\u00eam reagido e procurado oferecer servi\u00e7os semelhantes em suas \u00e1reas de private. \u201cOs bancos come\u00e7aram a perder clientes para os MFOs independentes e, at\u00e9 como forma de rea\u00e7\u00e3o, passaram a ampliar suas estruturas\u201d, explica C\u00e1ssio Bariani, s\u00f3cio-fundador da Smartbrain, plataforma para controle e consolida\u00e7\u00e3o de investimentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de aprimorar os segmentos de private, os bancos tamb\u00e9m t\u00eam desenvolvido seus pr\u00f3prios MFOs \u2013 estrat\u00e9gia adotada por Santander e Bradesco. Outro movimento envolve oferecer servi\u00e7os de atendimento para multi family offices independentes, linha do C6 Bank.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Anderson Timm, CEO da consultoria empresarial Veritas, o avan\u00e7o do setor na gest\u00e3o de fortunas acompanha uma \u201cqualifica\u00e7\u00e3o\u201d do investidor, especialmente o de alta renda: cada vez mais, ele procura um servi\u00e7o completo e a possibilidade de internacionaliza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio. \u201cEventualmente, todos est\u00e3o oferecendo as mesmas solu\u00e7\u00f5es. A reputa\u00e7\u00e3o vai ser o principal diferencial entre uma institui\u00e7\u00e3o e outra\u201d, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONCORR\u00caNCIA<\/strong>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cardmonitor.com.br\/cardclipping\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/oesp280926alta-renda.jpg\" width=\"492\" height=\"510\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o investidor, a maior concorr\u00eancia pode gerar redu\u00e7\u00e3o de custos e oferta de servi\u00e7os antes restritos a uma parcela pequena da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tradicionalmente, os MFOs trabalhavam com a cobran\u00e7a de uma taxa fixa sobre o patrim\u00f4nio investido do cliente, o chamado fee fixo. J\u00e1 o private banking historicamente tinha como modelo principal a remunera\u00e7\u00e3o por meio dos produtos distribu\u00eddos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse formato, no entanto, vem mudando. Bancos passaram a incorporar servi\u00e7os de gest\u00e3o e consultoria remunerados por fees, aproximando sua forma de cobran\u00e7a da praticada pelos MFOs.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As taxas, por sua vez, foram reduzidas. Segundo Bariani, os fees hoje ficam, em m\u00e9dia, em 0,75%, com casas chegando a oferecer taxas at\u00e9 mais baixas, de 0,3% a 0,4%. \u201cMas acho que haver\u00e1 um limite para essa redu\u00e7\u00e3o, porque a estrutura para oferecer esse tipo de servi\u00e7o \u00e9 cara\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paralelamente, Bariani enxerga uma queda no limite m\u00ednimo investido para ser atendido no private. A maior parte dos bancos consultados pelo E-Investidor trabalha com um piso de R$ 10 milh\u00f5es, mas nomes como Banco do Brasil e C6 Bank j\u00e1 atendem clientes com investimentos a partir de R$ 5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Leandro Karam, diretor do Bradesco Global Private Bank, observa uma mudan\u00e7a no comportamento dos clientes com a transforma\u00e7\u00e3o do mercado. \u201cAs d\u00favidas agora envolvem o projeto que a fam\u00edlia quer construir para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es\u201d, diz. O banco oferece diferentes modelos de remunera\u00e7\u00e3o, tanto vinculados aos produtos distribu\u00eddos quanto por meio de um fee fixo. No segmento high, voltado a fortunas a partir de R$ 10 milh\u00f5es, o Bradesco acompanha fam\u00edlias em processo de constru\u00e7\u00e3o patrimonial. J\u00e1 no ultra high, a partir de R$ 100 milh\u00f5es, o foco est\u00e1 em fam\u00edlias com patrim\u00f4nio j\u00e1 consolidado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O COMPLEMENTAR. <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Bradesco tamb\u00e9m possui um multi family office pr\u00f3prio e atende casas independentes. Segundo Karam, os dois modelos \u2013 private banking e family office \u2013 n\u00e3o s\u00e3o necessariamente excludentes e podem atuar de forma complementar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Santander \u00e9 outro que tem um family office pr\u00f3prio, o Beyond Wealth. A estrutura est\u00e1 voltada atualmente a fam\u00edlias com patrim\u00f4nio a partir de R$ 100 milh\u00f5es, mas a empresa pretende reduzir esse t\u00edquete para R$ 10 milh\u00f5es at\u00e9 o fim do ano. O modelo do family office opera com cobran\u00e7a de taxa sobre o patrim\u00f4nio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vitor Ohtsuki, diretor do Santander Private Banking, explica que a escolha do formato de remunera\u00e7\u00e3o depende do perfil do cliente. \u201cPara algu\u00e9m que n\u00e3o movimenta muito a carteira, talvez o fee n\u00e3o seja a solu\u00e7\u00e3o mais adequada. Mas isso muda se for um cliente mais sofisticado, que compra e vende muitos ativos.\u201dl<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de S.Paulo (Jornal Impresso), em 28\/09\/2026, por Beatriz Rocha. &nbsp; Grandes bancos t\u00eam ampliado as suas estruturas de private banking para disputar territ\u00f3rio com os multi family offices (MFOs) independentes e atrair o p\u00fablico de alta renda. 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