{"id":78287,"date":"2026-06-30T12:00:49","date_gmt":"2026-06-30T15:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/?p=78287"},"modified":"2026-06-30T12:00:49","modified_gmt":"2026-06-30T15:00:49","slug":"como-o-ifood-chegou-a-r-10-bilhoes-apostando-em-negocios-alem-do-delivery","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/cardclipping\/2026\/06\/como-o-ifood-chegou-a-r-10-bilhoes-apostando-em-negocios-alem-do-delivery\/","title":{"rendered":"Como o iFood chegou a R$ 10 bilh\u00f5es apostando em neg\u00f3cios al\u00e9m do delivery"},"content":{"rendered":"<p>Exame (Internet), em 29\/06\/2026, por Isabela Rovaroto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O iFood fechou o ano fiscal de 2026 com receita l\u00edquida de R$ 10,1 bilh\u00f5es, alta de 29%. Um dos motores desse crescimento \u00e9 o iFood Pago. O bra\u00e7o financeiro j\u00e1 responde por cerca de um quarto da receita do ecossistema, re\u00fane mais de 166 mil contas ativas e movimenta R$ 4 bilh\u00f5es por m\u00eas. A opera\u00e7\u00e3o oferece conta digital, antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis, cr\u00e9dito e solu\u00e7\u00f5es de pagamento para restaurantes parceiros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos servi\u00e7os financeiros, a empresa vem ampliando sua atua\u00e7\u00e3o em categorias como mercado, farm\u00e1cia, bebidas, pet shop e conveni\u00eancia. Segundo Pedro Pereira, CFO do iFood , esses mercados representam oportunidades de receita t\u00e3o grandes quanto (ou at\u00e9 maiores) do que o pr\u00f3prio delivery de refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia \u00edntegra abaixo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como o iFood chegou a R$ 10 bilh\u00f5es apostando em neg\u00f3cios al\u00e9m do delivery<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O iFood entrou na nova guerra do delivery sem depender apenas do delivery. A empresa fechou o ano fiscal de 2026 com receita l\u00edquida de R$ 10,1 bilh\u00f5es, alta de 29%. Pela primeira vez, um ter\u00e7o da receita j\u00e1 vem de neg\u00f3cios fora da entrega de comida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cr\u00e9dito para restaurantes, supermercado, farm\u00e1cia e software de gest\u00e3o passaram a dividir espa\u00e7o com o neg\u00f3cio que deu origem a companhia h\u00e1 15 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O movimento acontece em um momento de maior press\u00e3o competitiva no setor. Desde o ano passado, a 99Food voltou a investir na opera\u00e7\u00e3o brasileira, enquanto a chinesa Keeta, da Meituan, tem um plano bilion\u00e1rio para o Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No ano fiscal encerrado em mar\u00e7o de 2026, a empresa movimentou R$ 150 bilh\u00f5es em volume transacionado, alta de 57% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior. A receita l\u00edquida alcan\u00e7ou R$ 10,1 bilh\u00f5es, alta de 29% e o EBITDA chegou a R$ 2,2 bilh\u00f5es, crescimento de 43%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cConseguimos demonstrar que o iFood \u00e9 muito mais do que um neg\u00f3cio de food delivery. Hoje, categorias como supermercado, farm\u00e1cia, bebidas, conveni\u00eancia, software para restaurantes e a frente de fintech t\u00eam uma contribui\u00e7\u00e3o cada vez maior para o resultado\u201d, afirma Pedro Pereira, CFO do iFood.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um dos motores dessa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 o iFood Pago. O bra\u00e7o financeiro j\u00e1 responde por cerca de um quarto da receita do ecossistema, re\u00fane mais de 166 mil contas ativas e movimenta R$ 4 bilh\u00f5es por m\u00eas. A opera\u00e7\u00e3o oferece conta digital, antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis, cr\u00e9dito e solu\u00e7\u00f5es de pagamento para restaurantes parceiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Pereira, o crescimento \u00e9 resultado de uma estrat\u00e9gia iniciada anos atr\u00e1s. \u201cCr\u00e9dito \u00e9 um neg\u00f3cio de risco. Fizemos isso de forma bastante paulatina para aprender antes de ganhar escala. Agora esse neg\u00f3cio come\u00e7a a mover o ponteiro dos resultados\u201d, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos servi\u00e7os financeiros, a empresa vem ampliando sua atua\u00e7\u00e3o em categorias como mercado, farm\u00e1cia, bebidas, pet shop e conveni\u00eancia. Segundo o executivo, esses mercados representam oportunidades de receita t\u00e3o grandes quanto (ou at\u00e9 maiores) do que o pr\u00f3prio delivery de refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, o iFood estima atuar em um mercado endere\u00e7\u00e1vel superior a R$ 500 bilh\u00f5es por ano considerando todas essas verticais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O plano para ampliar o mercado<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A aposta do iFood n\u00e3o \u00e9 apenas conquistar consumidores dos concorrentes. A empresa quer aumentar o pr\u00f3prio mercado de delivery.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o objetivo do Hits, \u00e1rea do aplicativo que re\u00fane refei\u00e7\u00f5es a partir de R$ 15 com entrega gratuita. Lan\u00e7ado nacionalmente no ano passado ap\u00f3s um longo per\u00edodo de testes, o produto busca atender consumidores que antes consideravam o delivery caro para o dia a dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO ticket m\u00e9dio do delivery ainda \u00e9 relativamente elevado no Brasil, acima de R$ 50. Quando conseguimos servir, de forma sustent\u00e1vel, pedidos de menor valor, destravamos uma ocasi\u00e3o de consumo para milh\u00f5es de pessoas\u201d, afirma Pereira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo ele, o Hits ainda representa menos de 10% dos pedidos da plataforma, mas j\u00e1 amplia em pelo menos 25% o mercado potencial atendido pelo iFood.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/classic.exame.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/iFood-divulgacao.jpg?ims=1200x1200\" alt=\"Como o iFood chegou a R$ 10 bilh\u00f5es apostando em neg\u00f3cios al\u00e9m do delivery  | Exame\" width=\"639\" height=\"639\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO Hits n\u00e3o tira participa\u00e7\u00e3o do restante da plataforma. Ele aumenta o mercado endere\u00e7\u00e1vel porque traz consumidores que antes n\u00e3o estavam usando delivery naquela frequ\u00eancia\u201d, diz Pereira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra frente considerada estrat\u00e9gica \u00e9 o Turbo, modalidade de entregas em at\u00e9 20 minutos para refei\u00e7\u00f5es, mercado, farm\u00e1cia e conveni\u00eancia. Assim como o Hits, o produto faz parte do grupo de iniciativas que receber\u00e3o investimentos acelerados ao longo do ano fiscal de 2027.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois de gerar R$ 2,2 bilh\u00f5es de EBITDA no \u00faltimo exerc\u00edcio, o iFood pretende reinvestir parte desse caixa para acelerar as frentes que j\u00e1 demonstraram potencial de escala.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO ano fiscal de 2027 ser\u00e1 um ano de investimento acelerado. Vamos direcionar capital para produtos que j\u00e1 provaram ter fit de mercado e economia saud\u00e1vel, como Hits, Turbo, iFood Pago e categorias\u201d, afirma Pereira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Concorr\u00eancia aumenta e o mercado cresce<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os resultados chegam em um momento em que o mercado de delivery voltou a ganhar novos competidores. Mas, na avalia\u00e7\u00e3o da consultoria Galunion, a disputa tem ampliado o mercado, e n\u00e3o apenas redistribu\u00eddo clientes entre as plataformas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo pesquisa realizada pela consultoria em abril de 2026, 76% dos consumidores afirmaram ter feito pedidos pelo iFood nos tr\u00eas meses anteriores. A 99Food aparece na sequ\u00eancia, com 36% de penetra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO que vimos foi um aumento do bolo. A 99 cresceu, mas isso ainda n\u00e3o reduz a lideran\u00e7a do iFood. Mais do que uma simples disputa por participa\u00e7\u00e3o de mercado, observamos uma expans\u00e3o do ecossistema de delivery\u201d, afirma Simone Galante, CEO da Galunion.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da consultora, parte dessa vantagem competitiva vem justamente da amplia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os oferecidos aos restaurantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEles ampliaram v\u00e1rios servi\u00e7os que ajudam justamente a m\u00e1quina da promo\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m a prefer\u00eancia do restaurante pela plataforma\u201d, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m mostra que a decis\u00e3o do consumidor est\u00e1 cada vez mais pulverizada. Para 35% dos entrevistados, promo\u00e7\u00f5es e cupons s\u00e3o o principal fator de escolha. Outros 34% escolhem primeiro o restaurante e apenas 31% decidem inicialmente pelo aplicativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Pereira, o maior desafio agora n\u00e3o \u00e9 apenas responder aos concorrentes, mas continuar inovando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA gente foi muito \u00e1gil em transformar inova\u00e7\u00e3o em produtos tang\u00edveis. O desafio agora \u00e9 continuar na vanguarda da tecnologia. Com intelig\u00eancia artificial, esse ritmo de mudan\u00e7a ficou ainda mais acelerado\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 justamente nessa combina\u00e7\u00e3o entre delivery, servi\u00e7os financeiros, intelig\u00eancia artificial e novas categorias que o iFood aposta para sustentar o crescimento nos pr\u00f3ximos anos, mesmo em um mercado que voltou a ficar mais disputado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exame (Internet), em 29\/06\/2026, por Isabela Rovaroto. &nbsp; O iFood fechou o ano fiscal de 2026 com receita l\u00edquida de R$ 10,1 bilh\u00f5es, alta de 29%. Um dos motores desse crescimento \u00e9 o iFood Pago. 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