{"id":77849,"date":"2026-06-18T11:32:21","date_gmt":"2026-06-18T14:32:21","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/?p=77849"},"modified":"2026-06-18T11:32:21","modified_gmt":"2026-06-18T14:32:21","slug":"impacto-das-fintechs-nos-mercados-continua-em-expansao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/cardclipping\/2026\/06\/impacto-das-fintechs-nos-mercados-continua-em-expansao\/","title":{"rendered":"Impacto das fintechs nos mercados continua em expans\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Valor Econ\u00f4mico (Jornal Impresso), em 18\/06\/2026, por M\u00f4nica Magnavita.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Qual o futuro dos servi\u00e7os financeiros e dos meios de pagamento e o que se deve esperar da infraestrutura financeira global? O caminho ser\u00e1 a integra\u00e7\u00e3o entre diferentes sistemas cada vez mais transparentes. O futuro dos meios de pagamentos n\u00e3o ser\u00e1 definido por uma \u00fanica tecnologia.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o da infraestrutura financeira tende a combinar diferentes sistemas, criando experi\u00eancias cada vez mais r\u00e1pidas, seguras e invis\u00edveis. Essa \u00e9 uma das conclus\u00f5es de especialistas que estiveram reunidos no Web Summit, no Rio. Cr\u00e9dito definido por algoritmos e pagamentos integrados a aplicativos s\u00e3o alguns dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos recentes que levaram empresas a obterem resultados concretos, como aumento de clientes, servi\u00e7os, de opera\u00e7\u00f5es e receita.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia \u00edntegra abaixo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Impacto das fintechs nos mercados continua em expans\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Web Summit Rio trouxe aos palcos do Riocentro inova\u00e7\u00f5es desenvolvidas por fintechs, apresentadas em uma das 14 trilhas de conhecimento do evento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Transa\u00e7\u00f5es globais em segundos, cr\u00e9dito definido por algoritmos, pagamentos integrados a aplicativos s\u00e3o alguns dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos recentes que levaram empresas a obterem resultados concretos e melhores, como aumento de clientes, servi\u00e7os, de opera\u00e7\u00f5es e, naturalmente, de receita.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os avan\u00e7os, no entanto, embutem desafios. Um dos principais est\u00e1 relacionado ao cen\u00e1rio p\u00f3s-Pix, eleito a ferramenta mais bem-sucedida de meio de pagamentos por boa parte dos especialistas que participaram do evento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Classificado de \u201cmatador de monop\u00f3lios\u201d por Paddy Cosgrave, fundador e CEO do Web Summit, por eliminar intermedi\u00e1rios na cadeia de valor digital, o uso do Pix, produto que movimentou mais de R$ 27 trilh\u00f5es apenas em 2025, leva a uma pergunta natural: Qual o futuro dos servi\u00e7os financeiros e dos meios de pagamento e o que se deve esperar da infraestrutura financeira global?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre as conclus\u00f5es discutidas no evento, uma delas, a do painel \u201cFintech \u2013 Payment Infrastructure, Pix and Blockchain\u201d, apontou para a integra\u00e7\u00e3o entre diferentes sistemas cada vez mais transparentes. O futuro dos meios de pagamentos n\u00e3o ser\u00e1 definido por uma \u00fanica tecnologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o da infraestrutura financeira tende a combinar diferentes sistemas, criando experi\u00eancias cada vez mais r\u00e1pidas, seguras e invis\u00edveis para quem est\u00e1 do outro lado da tela\u201d, disse Eduardo Santos, CTO do Start Bank. Segundo Santos, o pr\u00f3ximo cap\u00edtulo da infraestrutura financeira dever\u00e1 simplificar todo o ecossistema, a tecnologia \u00e9 apenas um meio e merece menos fasc\u00ednio; o foco deve estar no valor criado para empresas, investidores e consumidor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a nos meios de pagamentos adotada pelo Brasil com o Pix, na avalia\u00e7\u00e3o de Cosgrave, apontada como um dos maiores casos de inova\u00e7\u00e3o em pagamentos do mundo, vai revolucionar o mundo das fintechs, mas as demandas corporativas requerem maior efici\u00eancia, tamb\u00e9m, nas transa\u00e7\u00f5es internacionais. Segundo ele, o Vale do Sil\u00edcio, at\u00e9 ent\u00e3o motor da inova\u00e7\u00e3o global, vem cedendo lugar \u00e0s estruturas tecnol\u00f3gicas desenvolvidas em outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O amadurecimento do mercado permitiu identificar com mais precis\u00e3o as chamadas \u201cdores\u201d dos usu\u00e1rios e a cria\u00e7\u00e3o de produtos sob medida para atender novas demandas. Transfer\u00eancias internacionais dependem de uma rede de bancos at\u00e9 chegar ao destino, elevando custos e aumentando a dura\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Levantamento do Banco Mundial estimou em 6% do valor o custo de uma transfer\u00eancia internacional. As alternativas dever\u00e3o vir de tecnologias como blockchain e stablecoins. A digitaliza\u00e7\u00e3o do dinheiro permite que sistemas automatizados realizem compras e pagamentos em nome dos usu\u00e1rios, sem fronteiras geogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, os debates deram relev\u00e2ncia ao modo como redes blockchain podem simplificar processos complexos do mercado de capitais, reduzir intermedi\u00e1rios e criar formas de acesso a cr\u00e9dito e financiamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mexicana Clara, uma das maiores fintechs B2B da Am\u00e9rica Latina, mostrou como solu\u00e7\u00f5es desenvolvidas para realidades locais, com seus desafios espec\u00edficos em pagamentos, bancariza\u00e7\u00e3o e log\u00edstica, apresentaram vantagens competitivas importantes. \u201cPlataformas adaptadas ao contexto regional conseguem responder de forma mais eficiente \u00e0s necessidades do mercado\u201d, defendeu o CEO Gerry Giacom\u00e1n Colyer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Focada em cart\u00f5es corporativos e gerenciamento de despesas para empresas, a fintech anunciou o lan\u00e7amento de sua plataforma global para gest\u00e3o de gastos de empresas, que poder\u00e1 ser usada em qualquer lugar do mundo e em qualquer moeda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Colyer, o produto foi criado a partir da demanda dos clientes que operam na Am\u00e9rica Latina. \u00c9 o primeiro produto global da fintech que permitir\u00e1 atender cada vez mais corpora\u00e7\u00f5es internacionais. A Clara tamb\u00e9m lan\u00e7ar\u00e1 seus pr\u00f3prios cart\u00f5es operando com stablecoins que funcionam em qualquer moeda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra fintech, a XTransfer, com sede em Xangai, clientes em 90 pa\u00edses e 5,1% do market share global, tamb\u00e9m investiu em solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para agilizar opera\u00e7\u00f5es internacionais. \u201cUma transfer\u00eancia da XTransfer entre Brasil e China leva 50 minutos\u201d, disse Violas Xiao, CEO para Singapura e Am\u00e9rica Latina da XTransfer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No ano passado, a fintech processou US$ 60 bilh\u00f5es, reduziu em 95% as tarifas e em 80% os custos de convers\u00e3o. \u201cPagamentos internacionais ser\u00e3o cada vez mais em tempo real. Para isso, \u00e9 preciso que o mundo compartilhe informa\u00e7\u00f5es com os mercados locais, assim como a regulamenta\u00e7\u00e3o e o compliance\u201d, disse.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Transfero, fintech de ativos digitais especializada em infraestrutura cripto e dona da maior stablecoin atrelada ao real, o BRZ, tem um bra\u00e7o de pagamentos que conecta o mercado financeiro tradicional a stablecoins e mercados globais. A empresa investiu em solu\u00e7\u00f5es para conectar m\u00faltiplas infraestruturas como Pix, Swift, stablecoins, plataformas de blockchain, bancos e provedores de liquidez em tempo real.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos dez anos, o mercado B2B e os bancos tradicionais eram c\u00e9ticos em rela\u00e7\u00e3o a bitcoin e ativos digitais, mas hoje o JP Morgan movimenta de US$ 4 bilh\u00f5es a US$ 5 bilh\u00f5es por dia em uma blockchain desenvolvida por eles e economiza de 2% a 3% dessa movimenta\u00e7\u00e3o. A \u00e1rea \u00e9 autossuficiente e gera resultado positivo para o banco. A tend\u00eancia \u00e9 que os bancos desenvolvam tecnologia pr\u00f3pria para movimentar seus recursos\u201d, diz Marlyson Silva, presidente da Transfero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A fintech brasileira \u00e9 provedora de liquidez para o real e para o d\u00f3lar. Por exemplo, se uma grande empresa nos Estados Unidos deseja pagar no Brasil a um fornecedor ou cliente a Transfero prov\u00ea liquidez via mercado digital.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cHoje estruturamos um fluxo financeiro em que nosso cliente economiza taxa banc\u00e1ria, operacional e aumenta sua efici\u00eancia porque em dez minutos o dinheiro sai de um lugar e chega no outro, quando poderia levar at\u00e9 tr\u00eas dias\u201d, diz Silva. A Transfero processou mais de US$ 3 bilh\u00f5es em pagamentos em 2025 e de US$ 15 milh\u00f5es a US$ 20 milh\u00f5es por dia usando stablecoins.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valor Econ\u00f4mico (Jornal Impresso), em 18\/06\/2026, por M\u00f4nica Magnavita. &nbsp; Qual o futuro dos servi\u00e7os financeiros e dos meios de pagamento e o que se deve esperar da infraestrutura financeira global? O caminho ser\u00e1 a integra\u00e7\u00e3o entre diferentes sistemas cada vez mais transparentes. 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