{"id":76860,"date":"2026-05-18T08:27:59","date_gmt":"2026-05-18T11:27:59","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/?p=76860"},"modified":"2026-05-18T08:30:41","modified_gmt":"2026-05-18T11:30:41","slug":"a-venda-digimais-transfere-carteira-podre-e-oculta-prejuizo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/cardclipping\/2026\/05\/a-venda-digimais-transfere-carteira-podre-e-oculta-prejuizo\/","title":{"rendered":"\u00c0 venda, Digimais transfere carteira podre e oculta preju\u00edzo"},"content":{"rendered":"<p>O Estado de S.Paulo (Jornal Impresso), em 18\/05\/2026, por Luiz Vassallo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em crise e \u00e0 venda h\u00e1 quase um ano, o banco Digimais, do bispo Edir Macedo, fez uma manobra com uso de fundos de investimento para limpar perdas multimilion\u00e1rias de seu balan\u00e7o. Documentos obtidos pelo Estad\u00e3o e analisados por especialistas mostram que o banco manobrou para que carteiras de financiamento com inadimpl\u00eancia sa\u00edssem de suas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m vendeu \u00e0 pr\u00f3pria holding de Macedo precat\u00f3rios que est\u00e3o longe de serem pagos. Desconhecido do grande p\u00fablico, o Digimais n\u00e3o tem ag\u00eancias. At\u00e9 2020, chamava-se Banco Renner. Sua maior carteira \u00e9 a de financiamento de ve\u00edculos. Fontes do setor informam que o banco financia carros velhos, a juros altos, mesmo a endividados. Tamb\u00e9m atua no mercado de cr\u00e9dito consignado. Procurado, o Digimais n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia \u00edntegra abaixo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00c0 venda, Digimais transfere carteira podre e oculta preju\u00edzo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O banco Digimais, do bispo Edir Macedo \u2013 que est\u00e1 em crise e \u00e0 venda h\u00e1 mais de um ano \u2013, lan\u00e7ou m\u00e3o de uma manobra com uso de fundos de investimentos para limpar seu balan\u00e7o de perdas multimilion\u00e1rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Documentos obtidos pelo Estad\u00e3o e analisados por especialistas mostram que o banco fez com que carteiras de financiamentos com inadimpl\u00eancia de centenas de milh\u00f5es de reais sa\u00edssem de suas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras. Tamb\u00e9m vendeu precat\u00f3rios que est\u00e3o longe de serem pagos \u00e0 pr\u00f3pria holding de Macedo, em uma transa\u00e7\u00e3o que p\u00f4s auditores em estado de alerta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Digimais n\u00e3o \u00e9 um banco conhecido do grande p\u00fablico. N\u00e3o tem ag\u00eancias, nem sequer tem, hoje, a possibilidade de transa\u00e7\u00f5es em Pix. At\u00e9 2020, chamava-se Banco Renner, em refer\u00eancia \u00e0 fam\u00edlia ga\u00facha que fundou as Lojas Renner.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Macedo era acionista desde 2009 e, naquele ano, comprou o banco, que foi rebatizado. Sua maior carteira \u00e9 a de financiamento de ve\u00edculos. Tamb\u00e9m tem crescido no ramo dos cr\u00e9ditos consignados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas tr\u00eas semanas, a reportagem obteve auditorias sobre balan\u00e7os do banco nos \u00faltimos anos, processos judiciais, contratos e outros documentos que reconstituem a cria\u00e7\u00e3o e o uso desses fundos de investimentos, que t\u00eam o pr\u00f3prio Digimais como seu cotista. Tamb\u00e9m conversou com pessoas ligadas \u00e0 Igreja Universal, que relatam, sob condi\u00e7\u00e3o de anonimato, que o banco tem usado esses fundos para maquiar graves problemas financeiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u2018SINAL VERMELHO\u2019.<\/strong> Peritos e agentes do mercado financeiro ouvidos pelo Estad\u00e3o descreveram alguns neg\u00f3cios como de \u201calto risco regulat\u00f3rio\u201d e de \u201csinal vermelho forte\u201d. O Estad\u00e3o apurou que a PF investiga o banco por supostas fraudes. Procurado pela reportagem, o Digimais n\u00e3o quis se manifestar. A Igreja Universal tamb\u00e9m n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com as opera\u00e7\u00f5es envolvendo esses fundos, o banco declarou ter lucros de R$ 31 milh\u00f5es no fim de 2025. A manobra fez com que o banco deixasse de declarar pelo menos R$ 480 milh\u00f5es em cr\u00e9ditos vencidos, que deveriam diminuir o resultado declarado do banco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A conta pode ser maior. H\u00e1, no total, um saldo de investimentos de R$ 3 bilh\u00f5es em fundos que nem sequer puderam ser auditados pela falta de acesso dos auditores oficiais a documentos que comprovam suas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O valor \u00e9 equivalente a cerca de 75% do valor investido pelo banco em fundos. \u2018Z\u00c9 COM Z\u00c9\u2019. O que chama mais a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que os fundos t\u00eam o pr\u00f3prio Digimais como cotista. Parte desses neg\u00f3cios tem, portanto, o banco dos dois lados do balc\u00e3o \u2013 opera\u00e7\u00e3o conhecida como \u201cZ\u00e9 com Z\u00e9\u201d no mercado financeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cardmonitor.com.br\/cardclipping\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/oesp180526digimais.jpg\" width=\"715\" height=\"801\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ativo inclu\u00eda carro com registro de roubo<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com documentos, o Digimais transferiu carteira de financiamento de carros que inclu\u00eda at\u00e9 contrato rescindido judicialmente porque o bem vendido era roubado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O principal neg\u00f3cio do banco Digimais desde antes de sua aquisi\u00e7\u00e3o pela holding controlada por Edir Macedo \u00e9 o financiamento de ve\u00edculos. Vendedores de carros que operam com o Digimais ouvidos pelo Estad\u00e3o afirmam que o banco aceita financiar carros velhos, baratos, a pessoas j\u00e1 endividadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tudo isso com juros altos. Em dezembro de 2025, o Digimais apareceu em quarto lugar em uma lista do Banco Central entre as institui\u00e7\u00f5es com as maiores taxas de juros: o banco emprestava a 2,97% ao m\u00eas e 41,07% ao ano. Os dados s\u00e3o semanais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bancos tradicionais costumam evitar financiamentos nesses moldes. Os riscos de inadimpl\u00eancia e de problemas nos carros que levam a conflitos judiciais s\u00e3o altos (mais informa\u00e7\u00f5es nesta p\u00e1gina).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2021, essa carteira de cr\u00e9dito chegou a representar 94% das opera\u00e7\u00f5es do banco. Ao longo dos anos, o neg\u00f3cio tem representado uma fatia cada vez menor do Digimais. Com a venda das carteiras aos fundos, o financiamento veicular passou a representar 52% da carteira de cr\u00e9dito da institui\u00e7\u00e3o, segundo seus balan\u00e7os entregues ao Banco Central.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>INADIMPL\u00caNCIA<\/strong>. Um dos fundos que compraram essa carteira de cr\u00e9ditos veiculares do Digimais \u00e9 o Tabor. O Estad\u00e3o apurou que o pr\u00f3prio banco \u00e9 investidor do fundo. Em abril de 2026, o Tabor tinha R$ 960 milh\u00f5es em carteiras de cr\u00e9dito, das quais R$ 575 milh\u00f5es (ou 59,9%) estavam em inadimpl\u00eancia. Mais de R$ 200 milh\u00f5es s\u00e3o referentes a parcelas inadimplentes h\u00e1 at\u00e9 dois anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No \u00faltimo balan\u00e7o semestral, em dezembro de 2025, o Digimais declarou R$ 366 milh\u00f5es em cr\u00e9ditos vencidos na modalidade de financiamento de ve\u00edculos. Contudo, naquela \u00e9poca, somente o fundo Tabor j\u00e1 registrava R$ 479 milh\u00f5es em inadimpl\u00eancia. Essas perdas n\u00e3o est\u00e3o discriminadas nas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras do banco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aquisi\u00e7\u00e3o Institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o com o BTG, que diz ter interesse na carteira de clientes<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cQuando um Fundo de Investimentos em Direitos Credit\u00f3rios (FIDC) fica desse jeito (com 50% de inadimpl\u00eancia), o caminho natural \u00e9 encerrar o fundo. Dificilmente esse dinheiro ser\u00e1 recuperado\u201d, afirma Alexandre Ripamonti, especialista em per\u00edcia cont\u00e1bil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabriel Uarian, analista de investimentos, aponta que utilizar FIDC dessa forma n\u00e3o \u00e9 usual. \u201c(O banco) suspendeu origina\u00e7\u00f5es novas e passou a fazer cess\u00f5es de direitos credit\u00f3rios agressivas para fundos e outras estruturas. Isso n\u00e3o \u00e9 normal em bancos bem geridos. Os FIDCs, em geral, devem servir como uma ferramenta de gest\u00e3o de capital e de diversifica\u00e7\u00e3o de capta\u00e7\u00e3o, com uma transpar\u00eancia mais verdadeira do risco.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os FIDCs s\u00e3o fundos que investem em direitos receb\u00edveis. \u00c9 o caso da compra de carteiras de cr\u00e9dito de bancos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A holding de Edir Macedo, que controla o banco, comprou R$ 741 milh\u00f5es das cotas que o Digimais tinha em participa\u00e7\u00e3o de um FIDC chamado Hermon. O Hermon n\u00e3o \u00e9 dono de um ativo rent\u00e1vel a curto prazo. O fundo comprou o direito a receber uma indeniza\u00e7\u00e3o judicial obtida por herdeiros da antiga Companhia de Minera\u00e7\u00e3o e Siderurgia, que foi encampada pela ditadura de Get\u00falio Vargas, em 1940, no processo de cria\u00e7\u00e3o da Vale do Rio Doce.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a Federal do Rio condenou a Uni\u00e3o a indenizar acionistas \u2013 e seus herdeiros legais \u2013 em valores atualizados equivalentes a 7 mil a\u00e7\u00f5es da Vale. O fundo estima ter R$ 2,2 bilh\u00f5es a receber. A a\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 dos anos 1990 e o c\u00e1lculo do pagamento gera controv\u00e9rsia na Justi\u00e7a, o que pode levar anos a ser resolvido. BTG.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, o banco tem sido negociado com o BTG Pactual, que disse ao Estad\u00e3o ter interesse em sua \u201ccarteira de clientes\u201d. \u201cO BTG Pactual informa que assinou documentos vinculantes para uma potencial aquisi\u00e7\u00e3o do Banco Digimais, ainda sujeita ao cumprimento de condi\u00e7\u00f5es precedentes e \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de um processo competitivo\u201d, afirma. \u201cA opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi conclu\u00edda e dever\u00e1 ocorrer por meio de leil\u00e3o. A eventual transa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m depende de mecanismos de suporte financeiro, incluindo a participa\u00e7\u00e3o do Fundo Garantidor de Cr\u00e9ditos (FGC)\u201d, diz o banco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Banco transferiu para empresa de pastor at\u00e9 contrato de carro roubado<\/strong><\/p>\n<p>Em mais um movimento que tirou ativos podres de seus balan\u00e7os, o banco Digimais cedeu uma carteira de financiamentos de ve\u00edculos que inclu\u00eda at\u00e9 contrato rescindido judicialmente porque o carro vendido era roubado. A carteira foi repassada a um pastor de outra igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em troca, o banco devia investir em um neg\u00f3cio que envolvia a venda de im\u00f3veis por meio de cr\u00e9dito consignado. Mas o banco n\u00e3o teria depositado cerca de R$ 30 milh\u00f5es prometidos (mais informa\u00e7\u00f5es no quadro desta p\u00e1gina).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O fot\u00f3grafo Rodrigo Menezes Martins decidiu ir \u00e0 Justi\u00e7a ap\u00f3s comprar um carro que n\u00e3o sa\u00eda do mec\u00e2nico. Martins tentou desfazer o neg\u00f3cio, mas a revenda se negou a devolver o dinheiro e o banco passou a cobrar o financiamento. A Justi\u00e7a suspendeu a cobran\u00e7a. O carro n\u00e3o funciona. Mesmo assim, as cobran\u00e7as n\u00e3o pararam. \u201cO Digimais cedeu o contrato a outra empresa. J\u00e1 faz dois anos que estou nessa situa\u00e7\u00e3o. E ele (o banco) s\u00f3 me cobrando, contra a ordem judicial.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 o t\u00e9cnico de sistemas de seguran\u00e7a Rafael Cascardi, que comprou um Celta 2014 de um revendedor credenciado com financiamento no Digimais, foi parado pela pol\u00edcia porque o carro era roubado. Ele conseguiu na Justi\u00e7a a rescis\u00e3o do contrato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas nos dois casos, o Digimais n\u00e3o responde mais a esses processos judiciais. Em seu lugar, quem trava a disputa \u00e9 a Hatikvah Participa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 707px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/Q2I7UZK7QNCPBLKG4OXVSE7IMQ.jpg\" alt=\"Banco de Edir Macedo passa carteira podre a fundos e esconde preju\u00edzo multimilion\u00e1rio - Estad\u00e3o\" width=\"707\" height=\"471\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">A sede do BAnco Digimais, na Rua Arizona, em Cidade Mon\u00e7\u00f5es, na zonal Sul de S\u00e3o Paulo; institui\u00e7\u00e3o ocupa o novo andar do pr\u00e9dito. Foto: Felipe Rau \/ Estad\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CONSIGNADOS<\/strong>. A Hatikvah tem como s\u00f3cio o empres\u00e1rio do mercado financeiro e pastor Tiago Gouv\u00eaa, que atua no ramo de consignados. Ele \u00e9 pastor de uma igreja evang\u00e9lica chamada Alive Church.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Hatikvah Participa\u00e7\u00f5es recebeu do Digimais os direitos credit\u00f3rios de uma carteira de financiamentos veiculares em 30 de dezembro de 2025. Segundo um contrato obtido pelo Estad\u00e3o, a empresa comprou a carteira por R$ 255 milh\u00f5es. Em troca, a Hatikvah cedeu, inicialmente, ao banco 35% do Fundo de Investimentos em Participa\u00e7\u00f5es (FIP) Hatikvah.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, o banco j\u00e1 \u00e9 dono de 97% do fundo, que investe em duas empresas de empreendimentos imobili\u00e1rios de Gouv\u00eaa. O fundo declara que os aportes s\u00e3o de R$ 711 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Procurado pelo Estad\u00e3o, o empres\u00e1rio afirmou que ofereceu ao Digimais a opera\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos consignados a servidores p\u00fablicos de munic\u00edpios com os quais ele j\u00e1 tem contrato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Colaboraram JENNE ANDRADE, MARCELO GODOY e FAUSTO MACEDO<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de S.Paulo (Jornal Impresso), em 18\/05\/2026, por Luiz Vassallo. &nbsp; Em crise e \u00e0 venda h\u00e1 quase um ano, o banco Digimais, do bispo Edir Macedo, fez uma manobra com uso de fundos de investimento para limpar perdas multimilion\u00e1rias de seu balan\u00e7o. 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