{"id":76405,"date":"2026-04-20T10:25:13","date_gmt":"2026-04-20T13:25:13","guid":{"rendered":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/?p=76405"},"modified":"2026-04-20T10:25:13","modified_gmt":"2026-04-20T13:25:13","slug":"stablecoins-avancam-fora-do-nicho-cripto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cardmonitor.com.br\/ccd\/cardclipping\/2026\/04\/stablecoins-avancam-fora-do-nicho-cripto\/","title":{"rendered":"Stablecoins avan\u00e7am fora do nicho \u2018cripto\u2019"},"content":{"rendered":"<p>Valor Econ\u00f4mico (Jornal Impresso), em 20\/04\/2026, por Lara Asano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As stablecoins v\u00eam ganhando espa\u00e7o no Brasil para al\u00e9m do universo das plataformas e dos investidores em criptoativos. Esses ativos passaram a ser usados com mais frequ\u00eancia em pagamentos internacionais, turismo, com\u00e9rcio exterior e gest\u00e3o de caixa de empresas, num movimento que amplia sua presen\u00e7a em opera\u00e7\u00f5es do dia a dia. Parte desse avan\u00e7o foi favorecido pela diferen\u00e7a de custo em rela\u00e7\u00e3o aos meios tradicionais de c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>Segundo estudo da gestora Iporanga Ventures sobre stablecoins locais na Am\u00e9rica Latina, o volume transacionado por tokens atrelados a moedas como real, peso mexicano e peso colombiano somou US$ 4,8 bilh\u00f5es em 2025 e poderia superar US$ 6 bilh\u00f5es at\u00e9 o fim daquele ano. Segundo o relat\u00f3rio, mais de 90% do volume de swaps est\u00e1 ligado a opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio on-chain, pagamentos transfronteiri\u00e7os, remessas, cart\u00f5es e fluxos de tesouraria corporativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia \u00edntegra abaixo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Stablecoins avan\u00e7am fora do nicho \u2018cripto\u2019<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As stablecoins, moedas digitais com paridade em divisas como d\u00f3lar e real, v\u00eam ganhando espa\u00e7o no Brasil para al\u00e9m do universo das plataformas e dos investidores em criptoativos. Esses ativos passaram a ser usados com mais frequ\u00eancia em pagamentos internacionais, turismo, com\u00e9rcio exterior e gest\u00e3o de caixa de empresas, num movimento que amplia sua presen\u00e7a em opera\u00e7\u00f5es do dia a dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carlos Russo, presidente-executivo (CEO) da Bloquo, provedora de infraestrutura de c\u00e2mbio baseada em blockchain, afirma que a principal mudan\u00e7a recente est\u00e1 no perfil da demanda. Segundo ele, as stablecoins v\u00eam ganhando peso em opera\u00e7\u00f5es entre empresas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO mercado hoje \u00e9 super saud\u00e1vel. Empresas como a nossa operam principalmente com B2B. A gente atende bancos, corretoras, outras empresas que querem fazer c\u00e2mbio para stablecoin\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/s2-valor.glbimg.com\/RLDb2Om6M517UIaqwPLRkbsC6AE=\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93\/internal_photos\/bs\/2026\/J\/C\/OAm3GZSfmnok7KFKJp6A\/foto20fin-101-stable-c6.jpg\" alt=\"Carlos Russo, CEO da Bloquo: stablecoins passaram a atrair interesse no mercado por quest\u00e3o de custo e facilidade \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"731\" height=\"516\" \/><\/p>\n<p>Carlos Russo, CEO da Bloquo: stablecoins passaram a atrair interesse no mercado por quest\u00e3o de custo e facilidade \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n<p>Parte desse avan\u00e7o, segundo o executivo, foi favorecido pela diferen\u00e7a de custo em rela\u00e7\u00e3o aos meios tradicionais de c\u00e2mbio. \u201cO c\u00e2mbio tradicional tem IOF, stablecoin ainda n\u00e3o tem\u201d, disse.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Jeeves, plataforma financeira voltada a empresas com opera\u00e7\u00e3o internacional, Gustavo Goreinstein, CEO da companhia no Brasil, faz uma leitura semelhante e afirma que as vantagens de custo ajudaram a impulsionar o uso desses ativos em pagamentos internacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do executivo, mesmo em um cen\u00e1rio de equipara\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, as stablecoins seguiriam competitivas pela velocidade e pela menor intermedia\u00e7\u00e3o nas transfer\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na leitura de Russo, o uso corporativo j\u00e1 aparece em diferentes frentes. \u201cBoa parte das ag\u00eancias de turismo de viagens internacionais do Brasil hoje usa stablecoin\u201d, afirmou, ao citar empresas que precisam contratar no exterior passagens, hospedagem e outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O executivo tamb\u00e9m menciona opera\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio exterior com a Bol\u00edvia, pa\u00eds que enfrenta escassez de d\u00f3lares, como exemplo de demanda por esse tipo de ativo. \u201cNa Bol\u00edvia n\u00e3o tem d\u00f3lar. Stablecoin virou a solu\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na TCR Finance, empresa brasileira de infraestrutura de c\u00e2mbio via blockchain, o chefe de tecnologia (CTO) M\u00e1rcio Souza descreve o avan\u00e7o da ferramenta em transa\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA TCR nasceu com uma ideia de facilitar pagamentos para o exterior atrav\u00e9s de stablecoins e outros criptoativos. Hoje a gente est\u00e1 dando realmente usabilidade para um mercado que as pessoas enxergam s\u00f3 como forma de investimento\u201d, afirmou. No modelo da empresa, o cliente pode, por exemplo, transferir recursos via Pix, a plataforma converte o valor em d\u00f3lar digital e faz o envio ao exterior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Souza, a ado\u00e7\u00e3o das stablecoins est\u00e1 ligada a ganhos de efici\u00eancia associados a custos menores. \u201cA gente percebe que est\u00e1 tendo uma ado\u00e7\u00e3o bem interessante desse mercado pela agilidade, custo, diminui\u00e7\u00e3o de fric\u00e7\u00e3o. Tem bastante coisa ali que traz para o mercado uma facilidade que o [sistema de pagamento] tradicional n\u00e3o traz\u201d, disse. A empresa viu, segundo ele, aumento de 10% a 15% nas opera\u00e7\u00f5es com stablecoins e, de meados de mar\u00e7o ao in\u00edcio de abril, crescimento de 25% na base de usu\u00e1rios da plataforma, com o Paraguai concentrando cerca de 60% do fluxo da TCR.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O avan\u00e7o da TCR em mercados vizinhos se soma a um cen\u00e1rio regional mais amplo. Segundo estudo da gestora Iporanga Ventures sobre stablecoins locais na Am\u00e9rica Latina, o volume transacionado por tokens atrelados a moedas como real, peso mexicano e peso colombiano somou US$ 4,8 bilh\u00f5es (R$ 25,6 bilh\u00f5es) em 2025 e, de acordo com a proje\u00e7\u00e3o do estudo, poderia superar US$ 6 bilh\u00f5es at\u00e9 o fim daquele ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O levantamento aponta ainda uma mudan\u00e7a no perfil da demanda: a participa\u00e7\u00e3o institucional no volume transacionado, que era de 5% em 2024, passou a 84% em 2025. Segundo o relat\u00f3rio, mais de 90% do volume de swaps est\u00e1 ligado a opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio on-chain, pagamentos transfronteiri\u00e7os, remessas, cart\u00f5es e fluxos de tesouraria corporativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do CTO da TCR, esse avan\u00e7o vem sendo sustentado por dois usos principais: pagamento e reserva de valor em d\u00f3lar. Parte dos clientes busca o ativo tanto para transacionar quanto para manter caixa em moeda forte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Jeeves tamb\u00e9m passou a oferecer stablecoins nessa l\u00f3gica. Goreinstein afirmou que o produto se encaixa na estrutura da empresa porque a plataforma j\u00e1 opera com fluxos internacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA gente faz toda essa parte de cross-border, ent\u00e3o fazia todo sentido para a gente come\u00e7ar a oferecer tamb\u00e9m stablecoin, que \u00e9 a nova rota mundial de enviar dinheiro\u201d, disse. Segundo ele, a Jeeves, sediada no M\u00e9xico, atua em 25 pa\u00edses e atende equipes financeiras que precisam movimentar recursos entre diferentes geografias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Russo, da Bloquo, afirma que o avan\u00e7o da demanda tamb\u00e9m vem atraindo novos operadores. Segundo ele, hoje existem mais de 50 corretoras digitais ligadas a esse ecossistema no Brasil e cerca de 20 emissoras de stablecoins entre projetos em opera\u00e7\u00e3o e iniciativas em desenvolvimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cTodo mundo quer ser, de certa forma, o dono desse rail\u201d, afirmou, referindo-se \u00e0 disputa pela infraestrutura por onde esses fluxos devem circular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o CEO da Bloquo, emitir stablecoins aproxima a empresa de uma fun\u00e7\u00e3o parecida com a de \u201cuma esp\u00e9cie de institui\u00e7\u00e3o de pagamento ou banco ou fintech\u201d, j\u00e1 que o emissor passa a deter os recursos entregues pelo cliente e a criar a vers\u00e3o tokenizada desse saldo, o que tornou o ativo \u201co queridinho do mercado\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valor Econ\u00f4mico (Jornal Impresso), em 20\/04\/2026, por Lara Asano. &nbsp; As stablecoins v\u00eam ganhando espa\u00e7o no Brasil para al\u00e9m do universo das plataformas e dos investidores em criptoativos. 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