Histórico: IDid, nova tecnologia para pagamentos online, quer elevar em 25% taxa de autorização no e-commerce

Segundo Mattos, hoje, a taxa de conversão média para compras com cartão presente é da ordem de 95%; enquanto que nas compras não presenciais, de comércio eletrônico, a taxa média de conversão cai para 70%. “Temos uma grande oportunidade de trazer o nível de autorização do cartão presente para o cartão não presente e superar esses gap que é de25%”, ressalta o executivo, com mais de 25 anos de experiência no e-commerce.

As compras não presenciais movimentaram quase R$ 200 bilhões no ano passado, dos quais R$ 100 bilhões referem-se às compras online, segundo dados da Abecs. Considerando apenas o varejo eletrônico no país, o gasto médio com prevenção à fraude foi de 1,9% sobre o volume movimentado. A título de comparação, o custo médio da taxa de desconto (MDR) para um lojista foi de 1,86% no 3T2019. “As lojas estão gastando mais com a fraude do que com os meios eletrônicos de pagamento”, diz Gastão Mattos, head da IDid, nova plataforma que chega ao mercado para eliminar risco de fraude e chargeback e elevar a conversão de vendas no comércio virtual.

Para isso, a IDid desenvolveu uma solução que alia segurança e usabilidade. A plataforma trabalha com um novo conceito de “consumidor presente”, onde as compras no e-commerce são tratadas como presenciais, pois a autenticação da operação é interligada e feita diretamente junto à instituição financeira. O seja, só o usuário do cartão pode concluir a compra, uma vez que é direcionado ao banco para digitação da senha ou uso de biometria. A IDid elimina a necessidade de armazenamento e de tráfego de informações do cartão na plataforma de e-commerce, evitando a exposição de dados sensíveis e riscos de fraudes. “É uma tecnologia bastante complementar ao que já existe hoje para o cartão presente de tal forma que a transação virtual possa ter, em grande parte, o mesmo fluxo e com isso o mesmo desempenho de aprovação do cartão presente”, explica Mattos.

A plataforma foi lançada durante o 10º Fórum CardMonitor, por Gastão Mattos e por um dos fundadores da IDid, Daniel Oliveira, que também é sócio fundador da paySmart. A seguir, confira o que os executivos falaram a respeito da nova solução:

Gastão Mattos, head da Idid

Cenário – “O lojista do comércio eletrônico tem um esforço muito grande para trazer consumidores à sua loja online e, somado a isto, ele vai perdendo pessoas a cada fase macro de navegação até chegar a uma compra autorizada. No final, sobram 1,4% dos consumidores- essa é a média no Brasil. Ou seja, de cada 1.000 pessoas que entram em uma loja online, apenas 14 concluem de maneira satisfatória a compra e geram valor, receita, para o comércio eletrônico. Há um gasto de infraestrutura, de marketing, de gestão, de estoque, entre outros investimentos necessários para chegar a esse ponto. Além disso, 15% do valor da receita de uma loja online, em média, é gasto em marketing para atrair consumidores e gerar aquele 1,4% de conversão. É o maior gasto individual de uma loja de porte médio para cima. E aí fica a análise do impacto da conversão. Se imaginarmos trazer o patamar de autorização do cartão presente para o cartão não presente – e superar esse gap de 25% – temos a oportunidade de gerar R$ 25 bilhões de potencial de receita, mantendo o mesmo investimento, a mesma estrutura, com o mesmo fluxo de pessoas navegando”.

Proposta da Idid – “Endereçar a melhor usabilidade com a gestão de risco mais sofisticada do mercado. Equilibrar os dois lados e finalmente poder entregar ao lojista um modo de aceitar pagamentos que equipare seu nível de conversão das compras não presenciais para as compras presenciais. O IDid funciona para crédito, para débito e pré-pago”.

A IDid compete com emissores ou adquirentes? – “A nossa proposta de valor é que a IDid agregue, principalmente, para bancos emissores e lojistas, uma solução que mude seu patamar de usabilidade, trazendo uma melhor conversão. A ideia não é competir com nenhum desses elos da cadeia, pelo contrário, é de contribuir e aliar e com isso propiciar um valor adjacente maior para a loja, que é um cliente em comum a todos eles – bancos e adquirentes”.

Benefícios da IDid para consumidores e lojistas

“Para o consumidor é uma experiência de compra fluída. Hoje, o consumidor tem uma experiência de compra que varia muito de acordo com a loja, com produto e com o canal (celular ou desktop, por exemplo) em que está comprando. Então, a primeira coisa, é tentar trazer uma experiência de compra muito simples, de basicamente clicar ‘aceita’ ou ‘não aceita’ a transação. Para o lojista, o benefício é tentar resolver essa que é provavelmente a maior dor do comércio eletrônico: ter um nível de aprovação muito baixo em relação ao que estamos acostumados com cartão presencial. É tentar trazer para o comércio eletrônico essa possibilidade de autenticar o consumidor e com isso realmente confiar que do outro lado tem uma pessoa mesmo autorizando a compra”.

Como foi construída a plataforma

“Combinamos a experiência do lado do emissor com o lado do adquirente e conseguimos modelar uma solução técnica para esse problema de ter um processo de autenticação com segurança e ao mesmo tempo com uma usabilidade muito boa. A solução é agnóstica, tecnicamente é a mesma para crédito e débito e consegue dialogar com bancos, adquirentes. A plataforma foi concebida para se plugar nas soluções que o mercado já trabalha e hoje há um movimento grande de bancos e adquirentes para trazer um pouco mais de segurança para o e-commerce. IDid é uma plataforma que está conectando uma série de opções de pagamento, inclusive o sistema de pagamentos eletrônicos”.

Metas

“Agora estamos ganhando tração, conversando com os parceiros. Estávamos em um processo de estruturação da companhia e da solução, mas temos planos ambiciosos porque é uma tecnologia que reúne padrões internacionais como o EMV, 3DS e o Secure Remote Commerce (SRC). Esse problema do comércio brasileiro com conversão e fraude é uma dor de qualquer comércio no mundo inteiro. Além do mercado nacional, também estamos olhando para o mercado internacional. Já estamos em processo de patentes internacionais. Não é uma solução só para o Brasil”.